Serviços

Reeleição de Lula: probabilidade sobe de 38% para 60% segundo Quaest

ResumoPresidente Lula registrou aumento da probabilidade de reeleição de 38% para quase 60% desde o início do ano, conforme dados da Quaest apresentados pelo CEO Felipe Nunes. A recuperação da aprovação do governo foi apontada como principal causa da elevação. A informação foi divulgada em evento do Grupo Lide em São Paulo.

A probabilidade de reeleição do presidente Lula subiu de 38% para quase 60% desde o início do ano, segundo o CEO da Quaest, Felipe Nunes. A mudança, atribuída à recuperação da aprovação do governo, foi apresentada em evento do Grupo Lide em São Paulo.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 28 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Reeleição de Lula: probabilidade sobe de 38% para 60% segundo Quaest

O cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, afirmou nessa segunda-feira (27) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia a disputa eleitoral em vantagem sobre os adversários. Segundo Nunes, a probabilidade de reeleição do petista estimada pelos modelos do instituto subiu de 38% para quase 60% desde o início do ano.

A afirmação foi feita durante almoço empresarial promovido pelo Grupo Lide, em São Paulo. "No começo do ano, quando a aprovação do governo estava próxima de 43%, nosso modelo estimava uma probabilidade de reeleição em torno de 38%", afirmou. "Com a recuperação da aprovação para perto de 47%, essa probabilidade passou para quase 60%. É uma mudança, como você pode imaginar, muito significativa", completou.

O papel dos eleitores independentes

Na avaliação de Nunes, a decisão eleitoral deve ficar novamente nas mãos dos eleitores independentes, que não se identificam com nenhum dos polos. Segundo ele, as rodadas mais recentes da Quaest indicam que esse grupo passou a rejeitar mais o principal candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a se aproximar do governo Lula.

O cientista político acrescentou que, embora a direita possa estar "desanimada" com a candidatura do senador, continua rejeitando fortemente o PT, uma tensão que considera central para o desfecho da disputa.

Cenário ainda em aberto

Nunes avaliou que o cenário mais provável ainda é uma disputa entre os dois polos e ponderou que, nos últimos dois anos, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro já foram dados como politicamente derrotados e conseguiram se recuperar ao menos três vezes. "O Renan Santos (Missão) pode, e parece, ter um ótimo desempenho em debates. O Ronaldo Caiado (PSD) é um político experimentado, tem o apoio de um partido muito importante, além dos feitos que acumula em Goiás. O Romeu Zema (Novo) carrega a importância decisiva de Minas Gerais e é o outsider que se reelegeu conquistando a aprovação de seu Estado; pode ser uma surpresa. Mas nada disso parece ser mais decisivo agora", avaliou.

Os quatro modelos da Quaest

Nunes explicou que a Quaest utiliza quatro modelos para analisar o cenário eleitoral. O primeiro relaciona a aprovação do governo às chances de reeleição. A análise de 140 eleições em 18 países da América Latina nos últimos 30 anos revela um padrão: governantes em busca de um novo mandato ganham, em média, quatro pontos percentuais de aprovação no período que antecede a campanha.

O segundo modelo considera o impacto de fatores econômicos, como inflação, emprego e renda. Medidas como o "Desenrola", a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IRPF) e o debate sobre a redução da jornada de trabalho teriam melhorado a percepção, sobretudo entre os eleitores de centro.

Já o terceiro modelo leva em conta as principais preocupações do eleitorado e qual candidato é considerado mais preparado para enfrentá-las. Nunes afirmou que esse é hoje o principal ponto de dificuldade para Lula, uma vez que violência e corrupção estão entre as maiores inquietações dos brasileiros e costumam favorecer a oposição.

Por fim, o modelo de "calcificação política" aponta para um eleitorado dividido entre dois blocos consolidados. Lulistas e eleitores de esquerda formam um campo de aproximadamente 35%, porcentual semelhante ao reunido por bolsonaristas e eleitores de direita.

Pesquisa mais recente

Na pesquisa Genial/Quaest mais recente sobre a corrida presidencial, divulgada em 15 de julho, Lula lidera o cenário de primeiro turno com 39% das intenções de voto, ante 29% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual disputa de segundo turno, o petista venceria o senador por 45% a 37%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

Perguntas Frequentes

Qual é a probabilidade atual de reeleição de Lula?

Segundo o CEO da Quaest, Felipe Nunes, a probabilidade estimada pelos modelos do instituto subiu de 38% para quase 60% desde o início do ano.

Por que a probabilidade de reeleição de Lula aumentou?

De acordo com Nunes, a recuperação da aprovação do governo, que passou de 43% para 47%, impulsionou a probabilidade de reeleição.

Quem são os principais adversários de Lula em 2026?

O principal candidato da oposição é Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outros nomes citados por Nunes incluem Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

O que diz a pesquisa Genial/Quaest mais recente?

Divulgada em 15 de julho, a pesquisa mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, Lula venceria por 45% a 37%.

Quais modelos a Quaest usa para analisar a eleição?

A Quaest utiliza quatro modelos: aprovação do governo, fatores econômicos, preocupações do eleitorado e calcificação política.

// Leia também

Publicidade