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Placas de gordura que podem levar ao infarto: risco começa aos 20

ResumoPlacas de gordura nas artérias iniciam sua formação aos 20 anos, conforme pesquisa do Congresso Europeu de Cardiologia. Aos 40 anos, metade dos homens e um terço das mulheres apresentam a doença silenciosa, sem diagnóstico. O acúmulo progressivo eleva o risco de infarto, exigindo prevenção precoce com hábitos saudáveis e monitoramento cardiovascular desde a juventude.

Pesquisa apresentada no Congresso Europeu de Cardiologia revela que placas de gordura nas artérias começam a se formar ainda na casa dos 20 anos. Aos 40, metade dos homens e um terço das mulheres já convivem com a doença sem saber.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 01 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Placas de gordura que podem levar ao infarto: risco começa aos 20

Placas de gordura que podem levar ao infarto já aparecem em adultos na casa dos 20 anos. Aos 40, cerca de metade dos homens e um terço das mulheres convivem com a doença sem saber. O dado vem de um estudo com 16.808 pessoas, apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia.

A pesquisa avaliou 16.808 pessoas entre 18 e 70 anos, todas sem histórico de infarto, AVC ou obstrução arterial. Os resultados foram apresentados no fim de agosto no Congresso Europeu de Cardiologia, em Munique, na Alemanha, e saíram na revista científica "New England Journal of Medicine".

O que chamou atenção foi a precocidade. Entre os participantes de 18 a 29 anos, 8,7% dos homens e 6,7% das mulheres já tinham pelo menos uma artéria comprometida. Ou seja, aproximadamente 1 em cada 13 jovens dessa idade já carregava o início silencioso de um processo que, décadas depois, pode terminar em infarto.

Elzo Mattar, diretor do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e professor da Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), destacou o incômodo entre os colegas em Munique: ninguém imaginava um aparecimento tão precoce da doença.

Eu, que acompanho a saúde do interior de Minas de perto, sei como esses números assustam quem vive longe dos grandes centros. A prevenção, aqui, começa cedo, com o que se planta e o que se come. A seca não é notícia só quando vira tragédia; o coração também não avisa quando a placa começa a se formar.

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