PF aponta pagamentos de até R$ 760 mil a chefe do BC
A investigação da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro aponta pagamentos de até R$ 760 mil a Belline Santana, ex-chefe de supervisão do Banco Central do Brasil. O caso veio a público depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso Master.
A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (10), após solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin. Por trás do número, há um fluxo de mensagens que a PF reconstituiu ao longo de mais de um ano.
Segundo relatório da corporação, a relação entre Vorcaro e Belline remete a ao menos novembro de 2023, quando o então funcionário do BC entrou em contato com o banqueiro. Em 9 de janeiro de 2024, Fabiano Zettel enviou mensagem a Vorcaro na qual consta um pagamento pendente para Belline. No dia 30 do mesmo mês, Zettel afirma que realizará, entre outros pagamentos, aquele destinado a Belline.
Meses depois, em 2 de outubro de 2024, Zettel envia outra mensagem a Vorcaro, pontuando que parte do dinheiro enviado a Leonardo Palhares destina-se, na verdade, a Belline, que receberia R$ 760 mil. Ainda conforme a PF, em 10 de dezembro de 2024, Vorcaro enviou mensagem a Ana Claudia Queiroz de Paiva, que explicou o fluxo de dinheiro até o chefe de supervisão do BC.
"Ana Claudia é direta ao dizer que ela faz o pagamento para Leonardo Palhare, e este faz o pagamento a Belline", ressalta o relatório. Em 2 de janeiro de 2025, Zettel envia a Vorcaro uma lista de pagamentos em aberto. O nome de Belline aparece associado a R$ 750 mil. Em setembro de 2025, há também a discriminação de um pagamento a Belline no valor de R$ 500 mil.
O caso segue sob apuração. A reportagem procurou os citados e o Banco Central para posicionamento e atualizará o texto caso haja retorno. Quem quiser acompanhar os desdobramentos pode consultar o andamento processual no site do STF.