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PF: crédito do Master ao BRB não existia, diz investigação

ResumoA Polícia Federal investiga indícios de que as Cédulas de Crédito Bancário vendidas pelo Banco Master ao BRB não existiam. As operações de 2025 somam R$ 12,2 bilhões, e o BRB estima rombo de R$ 12 bilhões. A apuração aponta possível fraude na origem dos títulos.

A Polícia Federal aponta fortes indícios de que as Cédulas de Crédito Bancário vendidas pelo Banco Master ao BRB não existiam. As operações de 2025 somam R$ 12,2 bilhões e o BRB estima rombo de R$ 12 bilhões.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
PF: crédito do Master ao BRB não existia, diz investigação

A Polícia Federal aponta "fortes indícios" de que as Cédulas de Crédito Bancário vendidas pelo Banco Master ao BRB (Banco de Brasília) não existiam. As operações ocorreram em 2025 e somam R$ 12,2 bilhões, conforme documento obtido pela CNN Brasil.

Os ativos foram originados pela empresa Tirreno, vendidos à instituição de Daniel Vorcaro e depois repassados ao banco regional. A movimentação foi detectada pelo Banco Central e integra a investigação da Polícia Federal.

O que mudou na investigação

A PF afirma que, ao examinar os contratos das carteiras negociadas pela Tirreno, o Banco Central consolidou "indícios cabais" de que as carteiras cedidas ao BRB eram inexistentes. "Nenhum crédito sequer pôde ser confirmado", diz o documento.

O BRB forneceu ao Banco Central uma amostra de 100 contratos de crédito formalizados por meio de cédulas emitidas pelo Banco Master, supostamente adquiridas pela Tirreno. Na análise, a autoridade monetária não constatou a existência do crédito apresentado em nenhum dos 100 contratos. Documentos de averbação e comprovantes de depósitos também não correspondiam aos contratos.

Segundo a investigação, os clientes das operações originadas pela Tirreno e cedidas pelo Master ao BRB coincidem, em larga medida, com clientes do próprio Master que já haviam sido cedidos ao BRB entre julho e dezembro de 2024. Para o Banco Central, o movimento é contraintuitivo, já que a Tirreno foi constituída em novembro de 2024.

O impacto no BRB

Por conta das operações com o Banco Master, o BRB estima um rombo de R$ 12 bilhões. A instituição regional negocia um aporte de R$ 6,6 bilhões para melhorar seus índices de saúde financeira.

As informações fazem parte da quebra de sigilo das investigações determinada pelo ministro Edson Fachin, do STF, na noite de quinta-feira (9).

O caso segue em apuração. A tendência, nos próximos meses, é que a quebra de sigilo traga novos elementos sobre a cadeia de cessão entre Tirreno, Master e BRB, com efeitos sobre a confiança de correntistas e investidores na instituição regional.

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