Petróleo mantém alta após falas de Bessent e tensões no Oriente Médio
O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (8), com o Brent a US$ 97,92 e o WTI a US$ 93,03, após ataques houthis e falas de Bessent sobre oferta abundante.
O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (8), após oscilar na sessão, em meio aos ataques dos houthis, do Iêmen, contra instalações petrolíferas da Saudi Aramco, e a declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sobre uma alta da oferta da commodity.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para novembro fechou em alta de 0,95% (US$ 0,92), a US$ 97,92 o barril. Já o petróleo WTI para outubro avançou 1,69% (US$ 1,55), a US$ 93,03 o barril na Nymex. O Brent chegou a ultrapassar os US$ 99 por barril na máxima do pregão, mas recuou após Bessent afirmar que haverá oferta abundante de petróleo assim que as guerras no Irã e na Ucrânia terminarem.
O Kremlin informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu em conversa telefônica com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o fim rápido da guerra na Ucrânia como caminho para uma retomada ampla das relações entre Washington e Moscou. Enquanto isso, os EUA mantêm a pressão econômica contra o Irã: o governo Trump impôs sanções a elementos adicionais da indústria de aviação iraniana, com restrições que atingem 36 empresas, companhias aéreas comerciais e privadas.
O Irã segue afirmando que controla o Estreito de Ormuz. Um porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do país disse que uma legislação aprovada no parlamento persa permitirá a alocação de receitas obtidas com a administração da via marítima para a infraestrutura de defesa, informou a agência Fars.
No Mar Vermelho, a Arábia Saudita informou que várias instalações de energia tiveram suas operações interrompidas após a sequência de ataques da milícia dos houthis contra a infraestrutura da Saudi Aramco, elevando a escalada das tensões no Oriente Médio. Segundo a imprensa saudita, a ofensiva deixou mais de 70 pessoas feridas.
Nesse cenário, o Bank of America vê o Brent com média de US$ 83 por barril na segunda metade deste ano e US$ 75 em 2027. "Se os confrontos que reduzem os fluxos de petróleo continuarem até o final do ano, o Brent pode ser negociado em uma faixa de US$ 95 a US$ 120 por barril", afirmam os analistas. Para o consumidor, a alta pressiona combustíveis e pode impactar a inflação, mas a promessa de oferta abundante no pós-guerra sugere alívio no médio prazo.