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Trigo avança em Chicago com risco no Mar Negro e fundos

ResumoOs contratos futuros de trigo na Bolsa de Chicago fecharam em alta de 1,77% na terça-feira (08), com o vencimento de dezembro cotado a US$ 7,47 por bushel. O movimento reflete o risco geopolítico no Mar Negro e a maior participação de fundos de investimento no mercado.

Os contratos futuros de trigo fecharam em alta na terça-feira (08) na Bolsa de Chicago, com valorização de 1,77% no vencimento de dezembro, a US$ 7,47 por bushel. Risco no Mar Negro e maior atuação dos fundos sustentam o movimento.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Trigo avança em Chicago com risco no Mar Negro e fundos

Os contratos futuros de trigo fecharam em alta nesta terça-feira (08) na Bolsa de Chicago, com valorização de 1,77% no vencimento de dezembro, cotado a US$ 7,47 por bushel. O movimento foi impulsionado pelo aumento da atuação dos fundos e pelas preocupações com o fluxo de exportações de Rússia e Ucrânia, duas das principais regiões fornecedoras do cereal no mercado internacional.

O risco no Mar Negro segue no radar. Segundo a Agrinvest, os futuros de trigo em Chicago operam em forte alta, ainda sustentados pelas incertezas sobre os embarques na região. Eventuais problemas no fluxo de exportação podem aumentar a percepção de aperto na oferta global, o que tende a pressionar os preços internacionais.

A maior presença dos fundos na ponta compradora reforçou o movimento. A posição líquida em trigo vermelho de inverno passou para 48.826 contratos, ante 42.514 contratos na semana anterior, indicando maior exposição dos investidores à alta. A Royal Rural também reportou aumento da posição comprada, que subiu para 234.920 contratos, contra 200.679 na semana anterior, com 270.450 contratos comprados e 35.530 vendidos em 1º de setembro.

Para quem acompanha o mercado de commodities, a alta do trigo em Chicago tem efeito direto nos custos de produção de pães, massas e biscoitos no Brasil, já que parte do consumo interno depende da importação do cereal. A valorização externa, somada ao câmbio, pode chegar à gôndola do supermercado nas próximas semanas.

O dia também foi positivo para a soja, que subiu 0,50% no vencimento de novembro, para US$ 13,16 por bushel, retomando as negociações após o feriado nos Estados Unidos. Segundo a Agrinvest, as compras estatais chinesas seguem no radar, mas o mercado monitora as margens ruins dos crushers privados e a possibilidade de novos anúncios antes da visita de Xi Jinping aos EUA.

O milho, por outro lado, fechou em queda de 0,61% no vencimento de dezembro, a US$ 5,33 por bushel, em realização de lucros após o rally recente. As inspeções de exportação vieram em 1,66 milhão de toneladas, acima das 1,50 milhão da semana anterior, o que marca um bom início para a nova temporada, segundo a Agrinvest. impacto do câmbio nos preços de alimentos safra americana e clima

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