Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais em SP
Pesquisa do Procon-SP aponta que um mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais de uma farmácia para outra na cidade de São Paulo. O levantamento, feito em maio de 2025, visitou 22 estabelecimentos e coletou preços de 43 medicamentos. A diferença chega a 2.500% em alguns casos.
O bolso do consumidor paulistano enfrenta um desafio silencioso na hora de comprar remédios. Pesquisa do Procon-SP, divulgada em maio de 2025, aponta que um mesmo medicamento pode custar até 25 vezes mais de uma farmácia para outra na capital. A diferença, que chega a 2.500%, foi encontrada em um remédio para hipertensão, segundo o órgão.
Sim, segundo a Pesquisa do Procon-SP de maio de 2025, um mesmo medicamento pode custar até 25 vezes mais entre farmácias na capital paulista. A maior diferença encontrada foi de 2.500% no preço de um remédio para hipertensão. O levantamento visitou 22 lojas e coletou preços de 43 medicamentos de referência e genéricos.
Diferença de até 2.500% entre farmácias
O Procon-SP visitou 22 estabelecimentos entre drogarias e farmácias de manipulação na cidade de São Paulo. O levantamento coletou preços de 43 medicamentos, entre referência e genéricos, e encontrou variações que chegam a 2.500% no mesmo produto. Para uma família que depende de medicamentos contínuos, essa diferença pode representar centenas de reais por mês.
Remédios com maior variação
Entre os medicamentos analisados, o maior destaque foi um anti-hipertensivo, cujo preço variou de R$ 6,99 a R$ 174,90, uma diferença de 2.500%. Outros remédios com variação expressiva incluem:
- Antidepressivos: diferença de até 1.200%
- Antibióticos: variação de até 800%
- Anti-inflamatórios: diferença de até 600%
- Medicamentos para diabetes: variação de até 500%
Genéricos versus medicamentos de referência
A pesquisa também mostrou que os genéricos seguem sendo a opção mais econômica. Segundo o Procon-SP, em média, o genérico custa 35% menos que o medicamento de referência. Em alguns casos, a economia chega a 60%. Para quem faz uso contínuo, a troca pelo genérico, sempre com orientação médica, pode representar uma economia significativa ao longo do ano.
Como economizar na compra de remédios
Diante de variações tão expressivas, algumas estratégias ajudam o consumidor a não pagar mais caro:
- Pesquise em pelo menos três farmácias, a diferença de preço entre lojas do mesmo bairro pode ultrapassar 1.000%.
- Considere o genérico, com prescrição médica, o genérico pode custar até 60% menos.
- Use aplicativos de comparação de preços, ferramentas como Consulta Remédios e CliqueFarma mostram preços em tempo real.
- Compre em farmácias populares, o programa Farmácia Popular oferece descontos em medicamentos para hipertensão, diabetes e asma.
- Verifique se há desconto para compra em maior quantidade, alguns estabelecimentos oferecem preço menor para caixas com mais comprimidos.
O papel do Procon na defesa do consumidor
A pesquisa do Procon-SP é realizada periodicamente para orientar o consumidor e pressionar o setor por maior transparência. O órgão também recebe denúncias de abusos e pode multar estabelecimentos que praticam preços abusivos. Para quem se sentir lesado, o canal de atendimento do Procon-SP é o 151.
Impacto no orçamento familiar
Para uma família que gasta, em média, R$ 200 por mês com medicamentos, a diferença de 2.500% significa que o mesmo tratamento pode custar de R$ 200 a R$ 5.000, dependendo da farmácia escolhida. Por trás desse número, há uma família que pode ter que escolher entre o remédio e outras despesas básicas. A informação, neste caso, não é apenas economia, é acesso à saúde.
Perguntas Frequentes
A pesquisa do Procon-SP é feita todo ano?
Sim, o Procon-SP realiza levantamentos periódicos de preços de medicamentos, geralmente uma vez por ano, para orientar o consumidor.
O que fazer se encontrar um preço abusivo?
O consumidor pode registrar reclamação no Procon-SP pelo telefone 151 ou pelo site, anexando nota fiscal e fotos do preço.
Genérico é tão eficaz quanto o de referência?
Sim, segundo a Anvisa, o medicamento genérico tem a mesma eficácia, segurança e qualidade que o de referência, desde que aprovado pela agência.
A diferença de preço é maior em bairros mais pobres?
A pesquisa do Procon-SP não segmentou por bairro, mas estudos anteriores indicam que farmácias em regiões de menor renda tendem a ter preços mais altos para medicamentos de uso contínuo.
Como saber se uma farmácia está com preço justo?
Além de pesquisar em ao menos três estabelecimentos, o consumidor pode usar aplicativos de comparação e consultar o site do Procon-SP, que divulga a pesquisa completa.
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