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Operação prende dez suspeitos de criar sites falsos para desviar pagamentos do IPVA em Minas

ResumoOperação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) prendeu dez suspeitos de criar sites falsos que imitavam o portal oficial do IPVA. Os golpistas desviavam pagamentos via Pix para contas fraudulentas. A ação visa coibir o crime digital em Minas Gerais. Contribuintes devem acessar apenas o site oficial do Detran-MG para quitar o tributo.

O MPMG prendeu dez suspeitos de criar sites falsos que imitavam o portal oficial do IPVA e desviavam pagamentos via Pix. Saiba como evitar o golpe em Minas.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Operação prende dez suspeitos de criar sites falsos para desviar pagamentos do IPVA em Minas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) prendeu dez investigados na Operação Contramão, deflagrada na manhã desta quinta-feira (3). O grupo é suspeito de criar sites falsos que imitavam o portal oficial do Governo de Minas para desviar pagamentos do IPVA feitos via Pix. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e pelo 11º Promotor de Justiça com atribuições no Combate ao Crime Organizado de Belo Horizonte.

A resposta direta: o MPMG orienta que o pagamento do IPVA seja feito somente pelos canais oficiais da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG) e pela rede bancária conveniada. Antes de transferir via Pix, confira o nome do beneficiário e o endereço eletrônico. Domínios comerciais que combinam termos como "gov", "detran" e "minasgerais" podem indicar fraude.

Segundo o MPMG, o esquema funciona desde 2024 e se repete a cada ciclo de vencimento do imposto. Os criminosos copiavam a identidade visual e o fluxo de pagamento do portal oficial. Ao chegar na etapa de quitação, o contribuinte gerava um QR Code e fazia a transferência por Pix, acreditando estar pagando o tributo. O dinheiro ia para empresas de fachada, abertas perto dos vencimentos das parcelas e encerradas em menos de cinco meses. Os valores eram fracionados e transferidos para contas pessoais em Goiás, Maranhão, São Paulo e no entorno do Distrito Federal.

Foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão pela Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte. As ordens foram cumpridas em Aparecida de Goiânia, Valparaíso de Goiás e Luziânia (GO); Imperatriz e São Luís (MA); e São Paulo e Ribeirão Preto (SP). Até agora, dez investigados foram presos. Foram apreendidos celulares, notebooks, pendrives, cartões bancários, 11 papelotes de cocaína e um simulacro de arma de fogo.

O promotor de Justiça e coordenador do Gaeciber, André Salles Dias Pinto, afirmou: "A fraude cibernética se alimenta da confiança que o cidadão deposita nos canais oficiais". Para ele, a clonagem de um portal público não só desvia dinheiro, mas afeta a relação entre contribuinte e administração pública.

Quem já fez pagamento indevido deve registrar boletim de ocorrência, contatar o banco para tentar bloquear a transação e avisar a SEF/MG. Em cidades do interior, como as do Norte de Minas, a orientação chega com força: desconfie de links recebidos por WhatsApp, SMS e redes sociais, e de anúncios patrocinados em buscadores. Eu conversei com um produtor de Montes Claros que quase caiu no golpe ao digitar o endereço errado. Ele só percebeu quando o banco mostrou o nome de uma "assessoria" como beneficiário. como pagar IPVA 2026 de forma segura A operação contou com apoio de policiais militares da Diretoria de Inteligência da PMMG, policiais civis e forças de segurança de Goiás, São Paulo e Maranhão. As buscas pelos demais suspeitos continuam, e o processo tramita sob sigilo.

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