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MPT e MTE resgatam trabalhadores em carvoaria de MG

Dois trabalhadores foram resgatados em uma carvoaria em Presidente Olegário, MG, após denúncia sobre condições análogas à escravidão. Entenda como essa operação do MPT e MTE impacta a realidade do trabalho no Brasil.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 27 de julho de 2026 · 2 min de leitura
MPT e MTE resgatam trabalhadores em carvoaria de MG

MPT e MTE resgatam dois trabalhadores submetidos a condições análogas à de escravo em carvoaria de Minas Gerais

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizaram uma operação em Presidente Olegário, Minas Gerais, que resultou no resgate de dois trabalhadores em condições análogas à de escravo. A ação, que contou com a participação da Polícia Militar de Patos de Minas, foi desencadeada a partir de uma denúncia sobre cerca de 20 trabalhadores atuando sem registro em carteira. No entanto, apenas dois trabalhadores foram encontrados no local.

Durante a operação, foram apuradas verbas rescisórias totalizando R$ 12.039,33, e o vínculo de trabalho foi reconhecido para o cálculo das quantias devidas. As condições de trabalho eram alarmantes: não havia banheiro próximo aos fornos, e os trabalhadores relataram precisar usar o mato. Além disso, faltavam itens básicos como protetor solar, chapéu e touca.

Um dos resgatados afirmou: "Não tem horário certo de trabalhar. Fico o tempo todo por conta dos fornos, olho os fornos que estão queimando a hora que precisa, de dia ou de noite." Outro trabalhador complementou: "Não tiro folga porque o carbonizador fica por conta."

Além disso, a alimentação era outro ponto crítico. Um dos trabalhadores comentou que "o empregador traz a alimentação da cidade conforme a lista que mando pelo WhatsApp. No dia do acerto desconta o valor dos mantimentos."

Os alojamentos, por sua vez, apresentavam paredes deterioradas e colchões em mau estado de conservação. Segundo o procurador do Trabalho Hermano Domingues, as irregularidades levaram ao enquadramento da situação como trabalho em condições análogas à de escravo. O MPT informou que continuará atuando para regularizar o meio ambiente de trabalho, podendo recorrer a Termos de Ajuste de Conduta (TAC) ou ações judiciais para indenizações complementares aos trabalhadores e para evitar que outros sejam submetidos a condições similares.

Este caso evidencia a importância da fiscalização e da proteção dos direitos trabalhistas, refletindo a necessidade de um trabalho conjunto entre as autoridades para garantir um ambiente laboral seguro e justo.

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