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Morar sozinho na maturidade exige reformas funcionais no lar

Morar sozinho na maturidade exige reformas funcionais que combinem segurança e autonomia. Adaptar ambientes para a terceira idade virou realidade comum no Brasil, e as mudanças vão de ajustes simples a reformas estruturais, com foco em acessibilidade e praticidade. O objetivo central é prevenir acidentes domésticos e permitir que a pessoa realize suas tarefas diárias com mais independência.

A resposta direta para quem quer um lar seguro nessa fase: priorize o banheiro, ajuste cozinha e quarto, reforce a iluminação e reveja hábitos de organização. Cada uma dessas frentes reduz o esforço físico e o risco de acidentes, segundo as orientações reunidas sobre o tema.

Banheiro concentra o maior risco e pede atenção especial

A combinação de superfícies lisas e umidade faz do banheiro a área de maior risco para quedas. Quatro ajustes neutralizam boa parte desse cenário.

  • Barras de apoio: instale barras de segurança dentro do box e ao lado do vaso sanitário, para oferecer ponto firme de suporte.
  • Pisos antiderrapantes: substitua o piso por modelo antiderrapante ou use tapetes de borracha com ventosas.
  • Assento elevado: um assento sanitário mais alto, ou um elevador de assento, facilita sentar e levantar.
  • Torneiras acessíveis: modelos de alavanca ou com sensor são mais fáceis de manusear que os de girar.

Cozinha, quarto e iluminação completam a adaptação

Na cozinha e nos quartos, o foco é facilitar o acesso a objetos e evitar movimentos bruscos. Prateleiras e armários devem ficar em altura que dispense escadas ou bancos, com itens de uso frequente ao alcance das mãos. Fogões por indução, que esfriam rápido, ou modelos a gás com válvula de segurança são as opções indicadas. A cama precisa permitir que a pessoa se sente com os pés firmemente apoiados no chão. Interruptores perto da cama e na entrada dos cômodos evitam deslocamentos no escuro.

A iluminação ganha peso porque a visão tende a diminuir com a idade. Luzes de LED brancas e fortes em todos os cômodos ajudam a identificar obstáculos, degraus e desníveis. Sensores de presença em corredores e banheiros acendem a luz automaticamente, e luminárias de piso ou abajures eliminam cantos escuros e sombras nos caminhos noturnos.

Mudanças de hábito protegem sem obra

Nem toda adaptação exige reforma. Tapetes soltos são gatilho comum de acidentes e devem ser removidos; se forem mantidos, pedem fita dupla-face antiderrapante. Fios de eletrônicos e cabos de extensão precisam ser presos nos rodapés ou organizados em canaletas. Escadas e corredores longos devem ter corrimãos firmes instalados nos dois lados.

Um ambiente bem planejado reduz o esforço físico e o risco de acidentes, e contribui para que a pessoa se sinta mais confiante e confortável em seu próprio lar, o que pesa no bem-estar físico e emocional. A tendência, conforme o tema ganha espaço, é que essas adaptações deixem de ser vistas como reforma pontual e passem a integrar o planejamento do lar desde o início.

Sérgio Tadeu Mafra
Repórter de Economia Regional
De Uberlândia, cobre economia do Triângulo e agronegócio mineiro com dado na mão e linguagem clara.
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