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Rede de Mário Frias: filme de Bolsonaro e dinheiro público

ResumoA Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU, investiga suposto desvio de emendas parlamentares destinadas ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, ligado à rede de Mário Frias. O STF expediu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

A Polícia Federal e a CGU deflagraram a Operação Make Up para apurar suposto desvio de emendas parlamentares destinadas ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O STF expediu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no DF.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Rede de Mário Frias: filme de Bolsonaro e dinheiro público

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up. A investigação apura um suposto esquema de desvio de dinheiro público, por meio de emendas parlamentares, para financiar o filme Dark Horse, que retrata a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 49 mandados de busca e apreensão, cumpridos no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

Segundo as investigações da PF e auditorias da CGU, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) é acusado de integrar uma rede estruturada entre agentes públicos e privados para fazer o dinheiro público circular até chegar à produção audiovisual. As tentativas de dissimular e ocultar os desvios teriam sido mantidas ativas até julho deste ano.

Como funcionava a triangulação de recursos

A apuração aponta uma triangulação entre agentes públicos e privados para direcionar emendas parlamentares à produção do longa. O caso corre sob relatoria do ministro Flávio Dino, do STF, que destacou o risco concreto de ocultação ou destruição de provas, como mensagens, arquivos digitais e registros contábeis.

A Justiça aplicou medidas cautelares contra os 29 alvos da operação, que incluem Frias, Karina da Gama e ex-assessores do gabinete parlamentar. A PF apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental, organização criminosa e crimes licitatórios.

O que o deputado diz

Em ocasiões anteriores, o deputado Mario Frias negou ter destinado emendas ao longa-metragem, afirmando que a acusação é "absolutamente falsa e difamatória". A reportagem buscou o parlamentar para comentar o cumprimento das buscas nesta quinta-feira, mas não obteve retorno até o momento.

A operação desta quinta-feira não encerra o caso: as cautelares seguem valendo e a apuração continua sob relatoria no STF. Para quem acompanha o debate sobre financiamento público de produções audiovisuais, o desfecho depende agora do avanço das investigações e do retorno das defesas citadas. financiamento público de filmes no Brasil

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