Moraes diz que Mendonça direciona sigilo no caso Master
Em ofício enviado a Edson Fachin, Alexandre de Moraes contesta versão de André Mendonça sobre o sigilo no caso Master e afirma que o levantamento é seletivo e direcionado. Julgamento está marcado para terça-feira (15).
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que André Mendonça faz um levantamento seletivo e direcionado do sigilo no caso Master para proteger determinado grupo político. A declaração consta em novo ofício enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin.
No documento, Moraes contesta a afirmação de Mendonça de que todo o material relevante para o julgamento de terça-feira (15) já foi disponibilizado aos ministros. Para Moraes, a seleção do que é ou não sigiloso não segue critério neutro.
O que mudou é o tom da troca de ofícios. Antes, o debate girava em torno do acesso ao material. Agora, Moraes aponta direcionamento na condução do sigilo e cita proteção a um grupo político não nomeado no documento.
Mendonça sustenta que os ministros têm o que precisam para votar. Moraes discorda e leva a discussão para o presidente da Corte, a três dias do julgamento. O caso Master envolve interesses que o STF trata sob sigilo, o que limita o que chega ao público.
A expectativa nos bastidores é de que Fachin decida se o material será complementado antes de terça. Sem isso, o julgamento pode ocorrer com a versão atual dos autos, mantendo o impasse entre os dois ministros.
caso Master no STF julgamento de terça-feira no Supremo