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Militares dos EUA farão testes de testosterona anualmente, anuncia Hegseth

ResumoO secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou em fevereiro de 2025 que militares americanos realizarão testes de testosterona anualmente. A medida monitora a saúde hormonal da tropa para identificar deficiências que possam afetar o desempenho físico e a prontidão operacional.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que militares americanos passarão por testes de testosterona anualmente. A medida, divulgada em fevereiro de 2025, visa monitorar a saúde hormonal da tropa e identificar possíveis deficiências que afetem o desempenho físico e

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Militares dos EUA farão testes de testosterona anualmente, anuncia Hegseth

Militares dos EUA farão testes de testosterona anualmente, anuncia Hegseth

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que todos os militares americanos passarão por testes de testosterona anualmente. A medida, divulgada em fevereiro de 2025, tem como objetivo monitorar a saúde hormonal da tropa, identificar deficiências que possam comprometer o desempenho físico e mental e garantir o bem-estar dos soldados.

A decisão foi recebida com reações mistas entre especialistas em saúde militar e endocrinologistas. Por trás do número, há a preocupação com a qualidade de vida de milhares de famílias de militares que dependem de um sistema de saúde que, embora robusto, nem sempre prioriza o acompanhamento hormonal de rotina.

O que muda com o teste anual de testosterona?

Até então, os exames hormonais não faziam parte do check-up anual padrão das Forças Armadas dos EUA. Com a nova diretriz, todos os soldados, da ativa, reserva e da Guarda Nacional, serão submetidos à coleta de sangue para medir os níveis de testosterona total e livre.

A testosterona é um hormônio essencial para a massa muscular, densidade óssea, disposição e saúde mental. Níveis baixos podem levar a fadiga, depressão, perda de força e aumento do risco de lesões.

Por que o Pentágono está adotando essa medida?

Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, o objetivo é "garantir que cada militar tenha o suporte hormonal necessário para cumprir suas funções com segurança e eficiência". A decisão foi baseada em estudos internos que apontaram uma correlação entre baixos níveis de testosterona e o aumento de afastamentos por lesões ortopédicas e problemas psicológicos.

A informação de saúde precisa ser checada. O Pentágono não divulgou dados específicos de prevalência, mas registros indicam que cerca de 2% a 4% dos homens adultos nos EUA apresentam hipogonadismo, condição que causa níveis baixos de testosterona.

Como será o processo?

O exame será realizado anualmente, durante o período de avaliação médica de rotina. Se os níveis estiverem abaixo do esperado, o militar será encaminhado a um endocrinologista para avaliação e, se necessário, tratamento com reposição hormonal.

A medida não se aplica apenas a homens. Mulheres também podem apresentar níveis baixos de testosterona, embora com sintomas diferentes. O Pentágono afirmou que o programa será inclusivo, abrangendo todos os gêneros.

Impacto na saúde e na prontidão militar

Especialistas consultados pela reportagem avaliam que a iniciativa pode reduzir o número de afastamentos por fadiga crônica e depressão, condições frequentemente associadas a desequilíbrios hormonais. Um estudo de 2023 do Walter Reed Army Institute of Research apontou que 12% dos soldados com baixa testosterona apresentaram desempenho reduzido em testes físicos.

A medida também pode ter impacto na saúde mental. A deficiência de testosterona está ligada a maior irritabilidade e dificuldade de concentração, fatores que comprometem a segurança em operações.

Críticas e ressalvas

Endocrinologistas alertam que o rastreamento universal pode levar a diagnósticos incorretos. "Os níveis de testosterona variam ao longo do dia e podem ser influenciados por estresse, sono e alimentação", explicou a endocrinologista Dra. Ana Paula Costa, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "É preciso repetir o exame antes de qualquer tratamento."

A Sociedade de Endocrinologia dos EUA recomenda que o teste seja feito apenas em homens com sintomas de deficiência, e não como triagem populacional.

Perguntas Frequentes

Quando começa o teste anual de testosterona para militares dos EUA?

A medida foi anunciada em fevereiro de 2025 e deve ser implementada ao longo do ano, com os primeiros exames previstos para o segundo semestre.

Quem será testado?

Todos os militares da ativa, reserva e Guarda Nacional, incluindo homens e mulheres.

O que acontece se o militar tiver testosterona baixa?

Ele será encaminhado a um endocrinologista para avaliação e, se necessário, tratamento com reposição hormonal.

A medida é obrigatória?

Sim, o exame fará parte do check-up anual obrigatório das Forças Armadas.

Há riscos no tratamento com testosterona?

Sim, a reposição hormonal pode ter efeitos colaterais, como aumento do risco de problemas cardiovasculares e apneia do sono. O tratamento será acompanhado por especialistas.

O Brasil adota medida semelhante?

Não. As Forças Armadas Brasileiras não realizam testes de testosterona de rotina. O Exército Brasileiro informou que monitora a saúde hormonal apenas em casos de suspeita clínica saúde militar no Brasil.

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