Preços recebidos por produtores dos EUA recuam 1,4% em junho
O índice de preços recebidos pelos produtores rurais dos EUA caiu 1,4% em junho ante maio, para 138,7 pontos. O recuo veio do agrícola, enquanto a pecuária avançou 0,1%.
Índice de preços recebidos por produtores dos EUA recua 1,4% em junho
O índice de preços recebidos pelos produtores rurais dos Estados Unidos caiu 1,4% em junho na comparação com maio, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O indicador ficou em 138,7 pontos e permaneceu estável em relação a junho de 2025. O recuo foi puxado principalmente pelo segmento agrícola.
O índice de produção vegetal caiu 2,2% frente ao mês anterior, para 113,5 pontos, embora ainda acumule alta de 9% na comparação anual. Já o índice de produção pecuária apresentou leve avanço de 0,1% em relação a maio, alcançando 158,7 pontos. No entanto, o indicador ficou 6,8% abaixo do registrado em junho do ano passado.
O que mudou nos preços recebidos pelos produtores rurais dos EUA
Entre os produtos que registraram queda nos preços recebidos pelos produtores em junho estão morango, brócolis, milho e aipo. Em contrapartida, houve valorização dos preços de alface, bovinos, limão e melão.
O USDA ressalta que, além dos preços, o volume comercializado também influencia o desempenho do índice. Em junho, houve redução na comercialização de morangos, alface, bovinos, bezerros, enquanto aumentaram as vendas de uvas, trigo, pêssegos e feno.
Custos de produção também caem, mas seguem acima do ano passado
Pelo lado dos custos de produção, o Índice de Preços Pagos pelos Produtores recuou 0,5% em junho frente a maio, para 162,9 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2025, porém, o indicador avançou 8,8%.
Segundo o USDA, a queda mensal dos custos foi influenciada principalmente pelos menores preços de gado para reposição, leitões, óleo diesel e fertilizantes nitrogenados, que compensaram as altas observadas em serviços, máquinas autopropelidas, fertilizantes à base de potássio e fosfato e tratores.
O que isso significa para o produtor brasileiro
Para quem acompanha o mercado de commodities, o movimento dos preços nos EUA serve de termômetro. A queda de 1,4% no índice geral pode indicar pressão sobre margens no campo americano, mas a estabilidade anual sugere que o cenário não é de colapso.
No Brasil, o IPCA de junho de 2026 variou 0,16% em relação a maio, bem abaixo do ritmo de abril (0,67%) e março (0,88%). A inflação doméstica mais contida pode ajudar a segurar custos de insumos para o produtor brasileiro, mas cada cadeia reage de um jeito.
Produtos em queda e em alta: resumo do mês
- Queda nos preços recebidos: morango, brócolis, milho e aipo.
- Alta nos preços recebidos: alface, bovinos, limão e melão.
- Redução na comercialização: morangos, alface, bovinos, bezerros.
- Aumento nas vendas: uvas, trigo, pêssegos e feno.
O volume comercializado, lembra o USDA, é tão importante quanto o preço. Um produto pode ter preço firme, mas se a quantidade vendida cai, o índice sente.
Perguntas Frequentes
Por que o índice de preços recebidos caiu em junho?
O recuo de 1,4% foi puxado pelo segmento agrícola, que caiu 2,2%. A pecuária subiu 0,1%, mas não compensou a queda das lavouras.
O que significa o índice de preços recebidos?
É a medida do USDA que acompanha os preços que os produtores rurais recebem pela venda de seus produtos. Ele ajuda a entender a renda no campo.
Como ficou a comparação anual do índice?
O índice geral ficou estável em relação a junho de 2025, em 138,7 pontos. Já o de produção vegetal acumula alta de 9% no ano.
O que influencia o índice além dos preços?
O volume comercializado. Em junho, caíram as vendas de morangos, alface, bovinos e bezerros, enquanto subiram as de uvas, trigo, pêssegos e feno.
Os custos de produção também caíram?
Sim, o Índice de Preços Pagos recuou 0,5% no mês, para 162,9 pontos, mas ainda está 8,8% acima de junho de 2025.
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