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Ibram: pequena fração de negócios irá ao conselho de minerais

ResumoO Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) estima que uma pequena fração das operações do setor mineral brasileiro será submetida ao novo conselho de minerais críticos. O alcance do conselho restringe-se a projetos estratégicos, como os de lítio, nióbio e terras raras, excluindo a maioria das minas convencionais. A definição depende de critérios técnicos e de relevância para a transição energética nacional.

O Ibram estima que apenas uma pequena fração das operações do setor mineral passe pelo novo conselho de minerais críticos. Saiba o que define o alcance.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 03 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Ibram: pequena fração de negócios irá ao conselho de minerais

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) projeta que apenas uma "pequena fração" das operações envolvendo empresas e ativos do setor mineral passe pelo crivo do novo conselho previsto no projeto de lei dos minerais críticos, aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (2). A avaliação foi feita por Pablo Cesário, presidente do Ibram, durante coletiva de imprensa online.

Segundo Cesário, o alcance efetivo do colegiado dependerá principalmente da regulamentação posterior da lei, que deve detalhar os critérios para definir quais operações ficarão sujeitas à análise. Na visão da entidade, o uso do mecanismo deve ser restrito, aplicado apenas em casos enquadrados nas regras do texto, como situações ligadas à segurança do abastecimento interno e à soberania nacional.

O Ibram pretende participar da construção dessas regras e apresentar sugestões ao governo durante o processo de regulamentação. "Vamos sugerir propostas para regulamentação, sempre na lógica de garantir previsibilidade", afirmou Cesário. A preocupação do setor é que os critérios sejam claros o suficiente para que empresas e investidores saibam previamente quais operações passarão pelo conselho.

O presidente do Ibram também elogiou outros pontos do projeto, como estímulo à pesquisa mineral, incentivos fiscais e possibilidade de debêntures incentivadas para financiar projetos. Para a entidade, esses mecanismos podem ampliar investimentos em pesquisa e processamento mineral no país.

Ainda assim, Cesário reforçou que efeitos práticos da lei dependerão da regulamentação. O Ibram defende que as regras preservem segurança jurídica e evitem que operações rotineiras passem por análise, concentrando o conselho em casos estratégicos.

O governo sinaliza que a regulamentação será construída sem mudanças abruptas, com foco em previsibilidade e discussão madura, evitando um "cavalo de pau" regulatório na implementação da política de minerais críticos.

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