O que mais irrita passageiros dentro de um avião? Veja
Viajar de avião já exige paciência. Mas o que mais irrita os passageiros? Pesquisa americana aponta falar alto no celular e reclinar o assento sem avisar. Veja os números.
Viajar de avião já exige uma boa dose de paciência. Filas, aeroportos lotados, atrasos e pouco espaço entre as poltronas fazem parte da rotina. Mas, para muitos passageiros, o maior teste de resistência não está na companhia aérea: está sentado na poltrona ao lado.
Uma pesquisa do The Points Guy em parceria com a YouGov, com 2.500 adultos nos Estados Unidos, mostra que a convivência dentro da cabine está longe de ser tranquila. O comportamento que mais incomoda é falar alto ou usar o celular sem fones de ouvido, apontado por 27% dos entrevistados. Em seguida, vem o passageiro que reclina o assento de maneira abrupta ou excessiva, com 21%.
Os números parecem modestos, mas revelam algo maior: a cabine virou um território onde muita gente esquece que não está sozinha. Um vídeo reproduzido sem fones, uma chamada em volume alto, uma conversa que atravessa fileiras. Para quem tenta dormir ou trabalhar, o pequeno incômodo de uma pessoa vira tortura sonora.
Reclinar ou não reclinar? A pergunta divide passageiros há anos. A pesquisa mostra que 51% acreditam que, na classe econômica, quem pretende reclinar deveria antes verificar o espaço atrás. Há diferença entre inclinar lentamente a poltrona, depois de checar se a pessoa atrás está usando a bandeja, e simplesmente jogar o encosto para trás.
Outro hábito que irrita é tirar os sapatos durante o voo. Cerca de 8% apontaram esse comportamento. Pés sobre o apoio de braço, meias expostas e sapatos retirados sem preocupação com odor são exemplos de liberdade individual que esbarra no direito coletivo de não ser incomodado.
Talvez a informação mais reveladora seja outra: 42% dos entrevistados acreditam que a etiqueta entre passageiros piorou nos últimos cinco anos. Uma pesquisa anterior da Expedia, com brasileiros, encontrou resultados curiosos. O "chutador de assento" irritava 50%, odores ou perfumes excessivos, 45%, pais desatentos, 40%, e desrespeito ao espaço alheio, 35%.
No fim das contas, o melhor passageiro não é o que consegue a poltrona mais confortável. É o que chega ao destino sem transformar a viagem de outra pessoa em problema. Bom senso não deveria precisar estar escrito no cartão de embarque.