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Ibama exige mais estudos climáticos de térmica a carvão da J&F

ResumoO Ibama exigiu estudos climáticos adicionais para a usina térmica a carvão Candiota III Fase C, da Âmbar Energia (J&F). O órgão considerou insuficiente a análise apresentada, solicitando metas de redução de emissões e ações de adaptação às mudanças climáticas. A decisão condiciona o licenciamento ambiental do empreendimento à complementação dos dados.

O Ibama considerou insuficiente o estudo climático da usina a carvão Candiota III Fase C, da Âmbar Energia (J&F). O órgão pede metas de redução de emissões e ações de adaptação às mudanças climáticas.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 01 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Ibama exige mais estudos climáticos de térmica a carvão da J&F

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) considerou insuficientes as informações apresentadas pela Âmbar Energia, braço de energia da J&F, sobre os impactos climáticos da usina a carvão Candiota III Fase C, no Rio Grande do Sul. O órgão determinou que a empresa complemente os estudos com metas de redução de emissões, medidas de neutralização e ações de adaptação às mudanças climáticas.

Candiota é uma planta a carvão de 350 MW que a Eletrobras (hoje Axia Energia) vendeu para a Âmbar em 2024. Em parecer técnico assinado nesta segunda-feira (31), o órgão concluiu que o estudo entregue pela companhia dos irmãos Batista caracteriza e quantifica adequadamente as emissões de gases de efeito estufa da térmica, mas permanece estruturado predominantemente como um inventário de emissões e não aprofunda os impactos da operação nem sua relação com os compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo o Ibama, a documentação também não estabelece metas de redução, cenários para a evolução futura das emissões ou uma estratégia estruturada para diminuí-las. O parecer afirma ainda que a única medida de mitigação apresentada pela empresa, um projeto de biofixação de CO₂ por microalgas, já faz parte de uma condicionante da licença de operação e está em desenvolvimento.

"A continuidade operacional da UTE Candiota III Fase C depende de uma reorientação substancial no trato da questão climática no licenciamento ambiental. Com a superveniência da emergência climática que traz graves riscos ambientais e à saúde, a viabilidade ambiental do empreendimento passa a requerer o estabelecimento de uma ação climática robusta e assertiva, em horizontes de curto e médio prazos", diz o documento.

O parecer também cita dados do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) segundo os quais Candiota III aparece como a quarta maior emissora de gases de efeito estufa em termos absolutos entre as termelétricas analisadas e apresenta a segunda maior taxa de emissões, de 1.380 toneladas de CO₂ equivalente por GWh. A unidade também ficou em penúltimo lugar entre 55 térmicas fósseis em eficiência energética, com 26%.

Agora a Âmbar precisará apresentar os instrumentos e programas indicados ao longo da análise, incluindo medidas destinadas à redução e neutralização progressiva das emissões, à avaliação e gestão dos riscos e vulnerabilidades climáticas do empreendimento e de sua área de influência e ao acompanhamento e divulgação do desempenho climático da usina.

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