Fumar e malhar elimina efeitos do cigarro? Veja alerta do INCA
Fumar e malhar em seguida não elimina os efeitos nocivos do cigarro. O alerta é do INCA (Instituto Nacional de Câncer), que lançou neste sábado (29) a campanha "Atividade física e saúde: treinar não combina com fumar", em referência ao Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Apesar de contribuírem para a sensação de prazer e bem-estar, os exercícios físicos não minimizam os danos causados pelo tabagismo à saúde dos fumantes. No Brasil, cerca de 477 pessoas morrem diariamente por problemas relacionados ao tabaco, segundo o instituto.
A nicotina provoca a contração dos vasos sanguíneos e reduz o fluxo de sangue para músculos e órgãos. Também contribui para processos inflamatórios. Esses efeitos aumentam diretamente as Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como o câncer de pulmão.
Os exercícios podem ser usados para auxiliar quem deseja parar de fumar. Eles liberam substâncias ligadas à sensação de prazer, o que ajuda a reduzir os sintomas da abstinência. Mas o tabagismo provoca alterações no organismo que a atividade física não consegue apagar.
"Todos os ganhos serão perdidos por conta dos prejuízos que esses produtos [derivados do tabaco] trazem", afirmou Vera Borges, psicóloga e especialista no tratamento do tabagismo.
A campanha também alerta para a experimentação de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) e outros derivados do tabaco pelo público mais jovem. Segundo o instituto, esses produtos não são menos prejudiciais que o cigarro comum.
Quem quer parar de fumar pode buscar tratamento gratuito no SUS (Sistema Único de Saúde). Basta procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) próxima. O site oficial do INCA também mostra os locais disponíveis em cada região.
Para os próximos meses, a tendência é que o debate sobre os riscos do tabaco, incluindo os DEFs, continue ganhando espaço nas políticas de saúde pública, especialmente entre os mais jovens.