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Fumar e malhar elimina efeitos do cigarro? Veja alerta do INCA

ResumoO Instituto Nacional de Câncer (INCA) alerta que a prática de atividade física não elimina os efeitos nocivos do cigarro. O treino não neutraliza os danos do tabagismo, que causa 477 mortes diárias no Brasil. A campanha lançada em 29 de março reforça que a combinação de exercícios com fumo não reduz riscos à saúde.

Treinar não elimina os efeitos nocivos do cigarro. O INCA lançou campanha neste sábado (29) para alertar que a atividade física não apaga os danos do tabagismo, que mata 477 pessoas por dia no Brasil.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Fumar e malhar elimina efeitos do cigarro? Veja alerta do INCA

Fumar e malhar em seguida não elimina os efeitos nocivos do cigarro. O alerta é do INCA (Instituto Nacional de Câncer), que lançou neste sábado (29) a campanha "Atividade física e saúde: treinar não combina com fumar", em referência ao Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Apesar de contribuírem para a sensação de prazer e bem-estar, os exercícios físicos não minimizam os danos causados pelo tabagismo à saúde dos fumantes. No Brasil, cerca de 477 pessoas morrem diariamente por problemas relacionados ao tabaco, segundo o instituto.

A nicotina provoca a contração dos vasos sanguíneos e reduz o fluxo de sangue para músculos e órgãos. Também contribui para processos inflamatórios. Esses efeitos aumentam diretamente as Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como o câncer de pulmão.

Os exercícios podem ser usados para auxiliar quem deseja parar de fumar. Eles liberam substâncias ligadas à sensação de prazer, o que ajuda a reduzir os sintomas da abstinência. Mas o tabagismo provoca alterações no organismo que a atividade física não consegue apagar.

"Todos os ganhos serão perdidos por conta dos prejuízos que esses produtos [derivados do tabaco] trazem", afirmou Vera Borges, psicóloga e especialista no tratamento do tabagismo.

A campanha também alerta para a experimentação de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) e outros derivados do tabaco pelo público mais jovem. Segundo o instituto, esses produtos não são menos prejudiciais que o cigarro comum.

Quem quer parar de fumar pode buscar tratamento gratuito no SUS (Sistema Único de Saúde). Basta procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) próxima. O site oficial do INCA também mostra os locais disponíveis em cada região.

Para os próximos meses, a tendência é que o debate sobre os riscos do tabaco, incluindo os DEFs, continue ganhando espaço nas políticas de saúde pública, especialmente entre os mais jovens.

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