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Fim da taxa das blusinhas ameaça indústria, alerta FIEMG

ResumoA Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) alerta que o fim da taxa das blusinhas amplia a vantagem competitiva de produtos importados. A medida ameaça a produção nacional, com riscos de redução de empregos e de investimentos no setor têxtil brasileiro. A entidade defende a manutenção de mecanismos de proteção para evitar danos à indústria local.

A FIEMG alerta que o fim da taxa das blusinhas amplia a vantagem de importados e pode afetar produção, empregos e investimentos no Brasil. Entenda a avaliação da federação.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Fim da taxa das blusinhas ameaça indústria, alerta FIEMG

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia que o fim da tributação sobre remessas internacionais de baixo valor, conhecida como "taxa das blusinhas", é uma medida eleitoreira e representa um retrocesso no equilíbrio da concorrência entre produtos nacionais e importados. A entidade destaca que a medida havia sido criada pelo governo federal, em 2024, para corrigir distorções no comércio eletrônico internacional e garantir condições mais equilibradas de competição.

À época, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a cobrança tinha como objetivo "equilibrar o jogo" entre empresas brasileiras e plataformas internacionais, reduzindo a assimetria competitiva existente no mercado.

Para a FIEMG, a retirada da tributação amplia a vantagem de produtos importados comercializados por plataformas estrangeiras, enquanto empresas instaladas no Brasil seguem submetidas a uma estrutura elevada de custos tributários, trabalhistas, regulatórios e de conformidade para produzir, investir e gerar empregos. A federação ressalta que a previsão de avaliações periódicas dos efeitos da tributação não é suficiente para corrigir a distorção criada pela manutenção da alíquota zero.

Na avaliação de Juliana Gagliardi, coordenadora da Gerência de Economia da FIEMG, a decisão prejudica a busca por um ambiente de competição equilibrado. "A indústria brasileira precisa competir em condições de isonomia com produtos importados. Quando existem diferenças nas regras aplicadas a fornecedores estrangeiros e às empresas que produzem no Brasil, há impactos sobre investimentos, empregos e sobre a capacidade da indústria de gerar valor para a economia brasileira", afirma.

A FIEMG reforça que a tributação sobre remessas internacionais de baixo valor não representa uma barreira ao comércio, mas uma medida de equilíbrio concorrencial. Para a entidade, mudanças na política tributária devem considerar os impactos de longo prazo e preservar a competitividade da indústria brasileira. Fica o alerta: quem produz no Brasil segue em desvantagem, e a indústria pode sentir os efeitos nos próximos meses.

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