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Tyson Foods fecha frigorífico e impacta pecuária em Illinois

Produtores e confinadores de Joslin, no estado de Illinois (EUA), relatam perdas expressivas de margem após a Tyson Foods encerrar as atividades de sua unidade local em 14 de agosto. O frigorífico empregava 2,5 mil pessoas e abatia 3 mil animais por dia, com forte influência na formação dos preços da pecuária de corte regional.

A unidade era o principal destino do gado produzido no cinturão de milho de Illinois. Com o fechamento, criadores perderam a vantagem competitiva histórica de vender carcaças classificadas como Choice e Prime acima da média nacional. Agora, negociam com frigoríficos mais distantes e pelos preços médios de mercado.

Segundo reportagem do portal norte-americano Droves, especializado em pecuária de corte, a dinâmica de preços e o diferencial de base do boi gordo já mostram mudanças severas na região.

A interrupção das operações pegou muitos produtores de surpresa. O criador BJ Weber, proprietário de um confinamento a poucos quilômetros de Joslin, afirmou à reportagem que cerca de 90% dos animais de seus clientes eram destinados à Tyson. "Tínhamos contratos que não conseguimos cumprir, o que mudou drasticamente a operação", declarou Weber.

De acordo com Josh St. Peters, vice-presidente executivo da Associação de Pecuaristas de Illinois, aproximadamente 15 mil cabeças de gado comprometidas com a unidade precisaram ser redirecionadas para outras plantas da Tyson em estados vizinhos ou mantidas por mais tempo no cocho.

Analistas de mercado apontam que a reconfiguração pode abrir espaço para frigoríficos de menor porte e operações locais, que já registram agendas lotadas para os próximos meses. Representantes do setor ponderam, no entanto, que estruturas menores não conseguem absorver o volume de abate de uma megaempresa como a Tyson.

A Tyson Foods está reestruturando sua rede de operações de carne bovina nos Estados Unidos. O plano prevê a concentração das atividades em apenas três unidades na região central do país. No início de setembro, a companhia anunciou prejuízo ajustado entre US$ 625 milhões e US$ 775 milhões no segmento de carne bovina. A expectativa é que as medidas de reestruturação reduzam as pressões sobre os custos operacionais a partir do ano fiscal de 2027.

O temor entre produtores independentes é de recuo maior na formação de preços a longo prazo, com a desestruturação de um polo tradicional de abate. pecuária de corte nos EUA

Ronaldo Pimenta
Repórter de Esporte Mineiro
Torcedor convertido em repórter, cobre o futebol de Minas com paixão controlada e imparcialidade entre rivais.
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