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EUA sobretaxam Brasil em 12,5% após investigação sobre trabalho forçado

ResumoO governo dos Estados Unidos anunciou tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros a partir de 24 de julho. A medida decorre de investigação norte-americana que concluiu falha do Brasil no combate ao trabalho forçado na importação de mercadorias. A sobretaxa representa sanção comercial baseada em alegações de trabalho escravo.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (23/7) que vai adicionar nova taxação de 12,5% a produtos brasileiros, sob alegação de que o país falha em combater trabalho escravo na importação de produtos. A medida passa a valer nesta sexta (24/7).

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 23 de julho de 2026 · 3 min de leitura
EUA sobretaxam Brasil em 12,5% após investigação sobre trabalho forçado

EUA vão sobretaxar Brasil em 12,5% após investigação sobre trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (23/7) que vai adicionar nova taxação de 12,5% a produtos brasileiros, sob a alegação de que o país falha em combater práticas de trabalho escravo na importação de produtos. A medida passa a valer a partir desta sexta-feira (24/7) e se soma ao tarifaço de 25% imposto na última quarta-feira (22/7), após investigação específica contra o Brasil em que os EUA apontam supostas desvantagens competitivas.

Entenda a nova tarifa dos EUA sobre o Brasil

A taxação de 12,5% atinge o Brasil no momento em que o governo americano amplia sua ofensiva comercial. Na quarta-feira (22/7), já havia entrado em vigor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, também como resultado de investigação que apontou supostas desvantagens competitivas do país.

Os EUA argumentam que os países atingidos "falham em impor e efetivar uma proibição à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado". A justificativa oficial americana para a nova tarifa é a mesma: o Brasil não estaria combatendo adequadamente o trabalho escravo na cadeia de importação.

Brasil não é o único: 60 países são alvos

O Brasil não é o único atingido. Ao total, 60 países são alvos das tarifas. Alguns, como Argentina, Canadá, México e Reino Unido, vão sofrer com 10%, enquanto a maioria, incluindo o Brasil, terá 12,5%. A medida americana tem alcance global e não se restringe a nações em desenvolvimento.

Cinco produtos brasileiros sob suspeita

No caso brasileiro, cinco produtos importados são alvo de acusação de terem sido desenvolvidos com mão de obra forçada entre 2021 e 2025: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. Ainda não foram especificados os produtos que constarão entre os sobretaxados, o que significa que a lista final pode ser diferente da lista de acusações.

O que esperar da nova taxação americana

A medida entra em vigor rapidamente, já nesta sexta-feira (24/7), sem período de transição. O Brasil terá que responder diplomaticamente, mas a decisão americana é unilateral e baseada em investigações próprias. Para especialistas em comércio exterior, a tarifa de 12,5% pode impactar setores como o de alumínio e algodão, que estão entre os citados na investigação.

Perguntas Frequentes

A tarifa de 12,5% se soma à de 25%?

Sim. A nova taxação de 12,5% se soma ao tarifaço de 25% imposto na quarta-feira (22/7), totalizando 37,5% de sobretaxa sobre alguns produtos brasileiros.

Quando a nova tarifa começa a valer?

A medida passa a valer a partir desta sexta-feira (24/7), um dia após o anúncio oficial do governo americano.

Quais produtos brasileiros são alvo da investigação?

Cinco produtos são citados na investigação por suposto uso de trabalho forçado entre 2021 e 2025: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.

Quantos países foram atingidos pelas tarifas?

Ao total, 60 países são alvos das tarifas americanas, com alíquotas que variam de 10% a 12,5%.

O Brasil pode recorrer da decisão?

A medida é unilateral americana, baseada em investigações próprias. O Brasil pode buscar negociações diplomáticas, mas não há mecanismo automático de recurso.

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