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Etanol ou gasolina: o que compensa em BH em setembro?

ResumoEtanol em Belo Horizonte compensa mais que a gasolina em setembro, com preço médio de R$ 3,87 contra R$ 6,05 do combustível fóssil. A relação de preços de 63,96% fica abaixo do limite de 70%, indicando vantagem econômica do biocombustível. O cálculo considera o rendimento energético típico de 70% do etanol frente à gasolina.

Com etanol a R$ 3,87 e gasolina a R$ 6,05 na Grande BH, a relação de preços de 63,96% mantém o biocombustível em vantagem. Veja os números.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 02 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Etanol ou gasolina: o que compensa em BH em setembro?

Etanol ou gasolina: o que compensa em BH em setembro? A resposta, segundo os preços médios apurados pelo site Mercado Mineiro, é clara: o etanol. Na Grande BH, o litro do biocombustível custa R$ 3,87, enquanto a gasolina comum sai a R$ 6,05. A relação entre os dois é de 63,96%, abaixo do critério padrão de eficiência energética de até 70%. Ou seja, abastecer com etanol sai mais em conta para o bolso do motorista.

O alívio nas bombas não é exclusividade de Minas. O relatório mensal da ValeCard, que consolidou transações em mais de 25 mil postos credenciados de 1º a 26 de agosto, aponta a terceira retração consecutiva nos preços em todo o país. O etanol hidratado liderou as baixas com queda de 2,06% ante julho. A gasolina comum recuou 0,68% e o diesel S-10, 0,51%. Desde maio de 2026, o etanol acumula encolhimento de 7,45%, bem acima dos 1,21% da gasolina e dos 1,97% do diesel.

Para Marcelo Braga, diretor de mobilidade e operações da ValeCard, o ritmo da safra sucroenergética favorece a oferta e derruba os custos. No caso da gasolina, o governo federal prorrogou a subvenção em 26 de agosto até 9 de setembro, para conter repasses nas refinarias.

Em agosto, o etanol caiu em 25 estados, com altas só no Distrito Federal e em Sergipe. Vinte unidades mantêm queda há três meses. O biocombustível virou vantajoso em 17 estados, com índices fortes em Roraima (54%), Mato Grosso (56%), Amapá (59%) e São Paulo (59%). São Paulo teve o menor preço médio do país, R$ 3,865; Sergipe, o maior, R$ 5,537.

A gasolina comum recuou em 19 estados. Dez acumulam quedas desde junho, entre eles Minas Gerais, Bahia e São Paulo. A Bahia teve a maior retração de agosto, -1,83%, com média de R$ 7,039. No outro extremo, o Distrito Federal subiu 4,04%. O menor preço médio nacional ficou no Rio Grande do Sul, R$ 6,337; Roraima teve o maior, R$ 8,168.

Na prática, quem roda pela Grande BH pode dividir o preço do etanol pelo da gasolina: se o resultado ficar abaixo de 0,70, o álcool compensa. Com os valores atuais, a conta fecha em 0,6396, e a economia por litro é real. A tendência, segundo a ValeCard, é de manutenção da oferta, mas o motorista de BH sabe: preço de combustível muda rápido. como calcular consumo do carro preços de combustíveis em Minas Gerais

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