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Queixo humano: por que é exclusivo após caso de luxação

Na última terça-feira (2), um jovem de Brasília precisou ir às pressas ao hospital após bocejar e deslocar a mandíbula. Apesar do susto, ele passa bem, mas o caso acende um alerta sobre uma reação comum do corpo que pode ter consequências graves.

Nos seres humanos, a mandíbula, por mais dura e resistente que seja, é o único osso móvel do crânio, além dos ossos do ouvido médio. Junto com o queixo, ela é indispensável para expressar emoções faciais, mastigar, respirar e articular palavras. Quando aberta excessivamente, porém, pode provocar um deslocamento.

As condições mais comuns que afetam essa função e podem levar à luxação são as DTMs, os distúrbios temporomandibulares. As causas não são claras, mas envolvem desde fatores emocionais, como tensão e estresse, até hábitos como roer unhas, morder objetos ou mascar chicletes em excesso.

Muitas DTMs se resolvem sozinhas. Quando não, o tratamento vai de mudanças na dieta, como só alimentos macios, a medicamentos, aparelhos ortodônticos e cirurgia.

O Dr. Thales Caldeira, cirurgião-dentista, explica que, numa luxação verdadeira, a pessoa não consegue fechar a boca sozinha. Há dor intensa, dificuldade para falar e engolir, salivação excessiva e espasmos musculares. Quanto mais tempo a mandíbula fica deslocada, maior a contração muscular e mais difícil a redução.

A orientação do especialista é evitar aberturas exageradas. "Ao bocejar, por exemplo, é interessante apoiar levemente a mandíbula com a mão e limitar a abertura. O mesmo cuidado vale ao morder alimentos muito grandes e durante procedimentos que exijam ficar muito tempo com a boca aberta", disse.

Eu, que acompanho o dia a dia no interior, sei como esses gestos passam despercebidos até virarem emergência. O caso de Brasília mostra que o cuidado simples, como apoiar a mão ao bocejar, pode evitar uma ida ao hospital.

Inácio Bicalho
Repórter de Interior e Agro
Do Norte de Minas, cobre o sertão mineiro, a seca, o pequeno produtor e as pautas que a capital ignora.
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