Dólar até outubro: por que a empresa não pode esperar
Vai subir? Pode. Vai cair? Também pode. Em 8 de setembro o dólar estava abaixo de R$ 5,12, segundo o Banco Central, depois de a GX Capital ter projetado em maio um pico de R$ 5,55 no trimestre, com a moeda na casa de R$ 4,91.
O que ninguém discute é o resto: de agosto a outubro, com primeiro turno no dia 4 e segundo no dia 25, a moeda balança mais. É a janela eleitoral, e a GX deu um nome a esse comportamento: dólar eleitoral.
"Dólar eleitoral não é uma previsão de preço, é um regime: de agosto a outubro a volatilidade sobe e o prêmio de risco entra na cotação. Quem trata a janela como aposta paga o pico; quem trata como calendário escalona NDF em tranches e captura cerca de 85% do prêmio sem tentar acertar o topo", resume Vinicius Teixeira, sócio da GX Capital.
O que mudou para quem importa
Na prática, para quem importa: não compre tudo agora, não espere outubro. Divida a exposição em partes e contrate cada uma com NDF ao longo dos meses. O custo médio para de depender de um dia.
Sobre isso, FINIMP para pagar depois da eleição e benefícios fiscais para baixar o custo total. O playbook da GX simula até 44,7% de redução no custo da operação com tudo empilhado.
O espelho de quem exporta
Para quem exporta, o raciocínio é o inverso. NDF de venda em partes, ACC para antecipar o caixa dos embarques.
"O exportador tem o problema inverso: liquidar tudo no spot em outubro é deixar o resultado com a urna. NDF de venda escalonado e ACC sobre o pipeline de embarques transformam a janela eleitoral em prêmio; a simulação do playbook para uma operação de soja é de R$ 245 mil por mês", diz Teixeira.
E depois de outubro? Vem a acomodação, que costuma ser mais rápida do que a subida. Quem chegar em novembro com as camadas montadas decide com calma. Na GX, esse desenho passa pelo Auron IA, tecnologia própria no aplicativo do cliente.
Respondendo: se o dólar vai subir até outubro, ninguém sabe. Se a sua margem vai depender disso, aí é escolha. Para quem vive de lavoura e de mina em Minas, o que se mede no fim não é a cotação do dia, é o caixa que sobra no fim do mês.