Serviços

Cármen Lúcia diz estar em profunda tristeza sobre crise no STF

ResumoCármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal, declarou em sessão extraordinária da Corte, em 15 de abril, estar em estado de profunda tristeza e pediu desculpas ao povo brasileiro pela condução do debate entre os ministros. A manifestação ocorreu durante discussão sobre a crise institucional enfrentada pelo STF.

Durante sessão extraordinária do STF nesta terça-feira (15), a ministra Cármen Lúcia afirmou estar em estado de profunda tristeza e pediu desculpas ao povo brasileiro pela condução do debate na Corte.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Cármen Lúcia diz estar em profunda tristeza sobre crise no STF

Durante sessão extraordinária do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (15), a ministra Cármen Lúcia afirmou estar em "estado de profunda tristeza" pelo objeto de investigação no plenário e pela forma como o debate tem sido conduzido.

A sessão foi marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para analisar um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

"Eu estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque o Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias", disse a ministra.

Cármen afirmou estar "envergonhada" e pediu desculpas ao povo brasileiro por não ter "ajudado a acalmar as coisas". Segundo ela, uma postura diferente poderia ter evitado o debate.

"Estou pedindo desculpas ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais", declarou.

O que está em discussão na sessão

Antes de decidir se o conteúdo justifica abertura de investigação contra Moraes, o plenário deve se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da PF. A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros entendem que, nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

Tensão e troca de documentos

A sessão ocorre em meio a tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas por André Mendonça.

Na segunda-feira (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido de Vorcaro aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Também na segunda, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

// Leia também

Publicidade