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Remissão do HIV: dois novos casos elevam para 13 os registros no mundo

ResumoDois novos casos de remissão do HIV, 'paciente de Kansas City' e 'paciente Ascent', elevam para 13 os registros globais. Ambos os pacientes receberam transplante de células-tronco de doadores com a mutação CCR5-delta32, que bloqueia a entrada do vírus nas células. O procedimento representa avanço na busca pela cura do HIV.

Dois novos casos de remissão do HIV, conhecidos como 'paciente de Kansas City' e 'paciente Ascent', elevam para 13 os registros no mundo após transplante de células-tronco. Ambos receberam doadores com a mutação CCR5-delta32, que dificulta a entrada do vírus nas células. Entenda

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 29 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Remissão do HIV: dois novos casos elevam para 13 os registros no mundo

Dois novos casos de remissão do HIV elevam para 13 os registros no mundo após transplante de células-tronco

Dois novos casos de remissão do HIV, conhecidos como "paciente de Kansas City" e "paciente Ascent", elevam para 13 os registros no mundo após transplante de células-tronco. Ambos os homens receberam os transplantes para tratar doenças hematológicas graves. Em cada procedimento, os doadores apresentavam uma mutação genética rara, a CCR5-delta32, que dificulta a entrada das formas mais comuns do HIV nas células do sistema imunológico. O paciente de Kansas City permanece há […] em remissão.

O que é a remissão do HIV e como ela acontece?

A remissão do HIV significa que o vírus não é detectado no sangue da pessoa após um tratamento, sem o uso contínuo de antirretrovirais. No caso dos transplantes de células-tronco, o segredo está na mutação CCR5-delta32. Essa mutação rara impede que o HIV entre nas células de defesa, como se fechasse a porta para o vírus. Quando o paciente recebe a medula de um doador com essa mutação, o novo sistema imunológico passa a ser resistente ao HIV.

Qual a diferença entre remissão e cura?

Remissão não é cura definitiva. O vírus pode ainda estar escondido em reservatórios no corpo, mas indetectável nos exames. A cura total, que eliminaria todo vestígio do HIV, ainda não foi alcançada. Esses 13 casos são de remissão sustentada, monitorada de perto pela ciência.

Quem são os novos pacientes: Kansas City e Ascent

Os dois novos casos foram batizados de "paciente de Kansas City" e "paciente Ascent", em referência ao local do tratamento ou ao estudo. Ambos são homens que enfrentavam doenças hematológicas graves, como leucemia ou linfoma, e precisavam de um transplante de células-tronco para sobreviver. A escolha de doadores com a mutação CCR5-delta32 foi intencional, visando tratar tanto o câncer quanto o HIV.

Como o transplante de células-tronco funciona nesses casos?

O transplante de células-tronco substitui a medula óssea doente do paciente por células saudáveis do doador. Antes do transplante, o paciente passa por quimioterapia ou radioterapia para eliminar a medula original. Depois, as novas células se instalam e reconstroem o sistema imunológico. Se o doador tem a mutação CCR5-delta32, as novas células de defesa são naturalmente resistentes ao HIV.

A mutação CCR5-delta32: a chave do sucesso

A mutação CCR5-delta32 é uma alteração genética que ocorre naturalmente em cerca de 1% da população mundial, com maior frequência em pessoas de ascendência europeia. Ela modifica o receptor CCR5 na superfície das células de defesa, que é a porta de entrada do HIV. Sem esse receptor funcional, as formas mais comuns do vírus não conseguem infectar a célula.

Por que a mutação é tão rara?

Por ser uma mutação genética específica, a CCR5-delta32 não é comum. Estima-se que apenas uma pequena fração da população tenha duas cópias do gene (uma de cada pai), necessárias para a resistência completa. Encontrar um doador compatível com essa mutação é um dos maiores desafios para replicar o tratamento em larga escala.

O que esses 13 casos significam para o futuro do tratamento do HIV?

Os 13 casos de remissão após transplante de células-tronco mostram que é possível eliminar o HIV do organismo em situações muito específicas. No entanto, o transplante de medula é um procedimento de alto risco, com taxa de mortalidade significativa, e só é indicado para pacientes com doenças hematológicas graves que não têm outra opção. Para a maioria das pessoas vivendo com HIV, o tratamento padrão com antirretrovirais continua sendo a melhor escolha.

O transplante de células-tronco pode se tornar um tratamento comum?

Dificilmente no curto prazo. O risco do procedimento, a dificuldade de encontrar doadores com a mutação e o custo elevado tornam inviável sua aplicação em larga escala. Mas cada novo caso fornece dados preciosos para pesquisas sobre terapias gênicas e imunológicas que, no futuro, podem levar a tratamentos mais seguros e acessíveis.

Como esses casos são monitorados pela ciência?

Cada paciente em remissão é acompanhado de perto por equipes médicas. Exames de sangue periódicos procuram por vestígios do HIV, tanto no sangue quanto em tecidos. A ausência de detecção por meses ou anos é o que define a remissão. O caso do paciente de Kansas City, por exemplo, já acumula um período significativo sem o vírus detectável.

Quais os próximos passos da pesquisa?

Os cientistas estudam como replicar a resistência ao HIV sem a necessidade de um transplante de medula. Terapias com edição genética, como o CRISPR, tentam modificar as células do próprio paciente para imitar a mutação CCR5-delta32. Se bem-sucedidas, essas abordagens poderiam tratar o HIV com menos riscos.

Perguntas Frequentes

O que significa remissão do HIV?

Remissão do HIV é quando o vírus fica indetectável no sangue por um período prolongado, sem o uso de antirretrovirais. Não significa cura, pois o vírus pode ainda existir em reservatórios no corpo.

Quantos casos de remissão do HIV existem no mundo?

Com os dois novos casos, o total de registros de remissão após transplante de células-tronco chega a 13 no mundo.

Quem são o paciente de Kansas City e o paciente Ascent?

São dois homens que receberam transplante de células-tronco para tratar doenças hematológicas graves. Os doadores tinham a mutação CCR5-delta32.

O que é a mutação CCR5-delta32?

É uma alteração genética rara que impede a entrada das formas mais comuns do HIV nas células do sistema imunológico.

O transplante de células-tronco é uma cura para o HIV?

Não para a maioria das pessoas. O procedimento é arriscado e só indicado para pacientes com doenças hematológicas graves. Ele demonstrou ser eficaz em 13 casos específicos.

Como o HIV entra nas células?

O HIV usa o receptor CCR5 na superfície das células de defesa para entrar. A mutação CCR5-delta32 bloqueia essa entrada.

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