Doações de imóveis crescem 21,7% em JF: o que muda com ITCMD
Com a reforma do ITCMD, que obriga alíquotas progressivas, doações de imóveis em Juiz de Fora cresceram 21,7% entre 2024 e 2025, segundo o Colégio Notarial do Brasil. Veja o cenário.
As doações de imóveis cresceram 21,7% em Juiz de Fora entre 2024 e 2025, segundo dados do Colégio Notarial do Brasil. O movimento acompanha a expectativa de mudanças nas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), o imposto sobre heranças e doações, que deve ficar mais caro para patrimônios de maior valor.
A reforma torna obrigatória a adoção de alíquotas progressivas pelos estados, substituindo a cobrança de um percentual único. Na prática, o imposto passará a variar conforme o valor da herança ou da doação. Diante da possibilidade de aumento da tributação, contribuintes têm buscado antecipar transferências antes da entrada em vigor das novas regras.
Para quem pensa em doar um imóvel em Juiz de Fora, o momento pede atenção ao calendário e às tabelas estaduais. A progressividade significa que, quanto maior o bem, maior a alíquota, o que pode encarecer a operação para quem tem patrimônio mais robusto. A antecipação, como mostram os números, virou estratégia entre os contribuintes da cidade.
Ainda não há definição sobre a data de vigência das novas regras em todos os estados, e cada unidade federativa precisa regulamentar suas faixas de cobrança. Por isso, quem planeja doar deve acompanhar a legislação local e, se possível, buscar orientação de um contador ou advogado especializado em planejamento patrimonial.
O aumento de 21,7% em Juiz de Fora reflete um movimento que pode se repetir em outras cidades mineiras. Ficar atento às mudanças do ITCMD é o primeiro passo para evitar surpresas na hora de transferir um bem. Se você tem um imóvel e pensa em doar, vale consultar um tabelionato da sua região para entender os custos atuais e as projeções para os próximos meses.