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Corredor Minas-Rio vai a leilão em 17 de dezembro

O projeto de concessão do corredor Minas-Rio vai a leilão no dia 17 de dezembro, conforme definiu o ministério dos Transportes após o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovar o edital. A data marca o primeiro leilão ferroviário em cinco anos no país.

O certame também será o primeiro a utilizar o modelo de chamamento público, em substituição ao formato tradicional de licitação. Na avaliação do governo, o caso servirá de referência para futuras autorizações no setor.

Pela regra definida pelo ministério, a concessionária vencedora deverá assumir a manutenção, recuperação e modernização de toda a infraestrutura. O prazo para apresentar um plano de recapacitação da ferrovia é de até dois anos.

O trecho tem 733 quilômetros de extensão e hoje é operado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A divisão será em dois lotes: o primeiro entre Iguatema (MG) e Barra Mansa (RJ), com trecho entre Varginha (MG) e Lavras (MG); o segundo entre Barra Mansa e Angra dos Reis (RJ).

A escolha do chamamento público, em vez da licitação tradicional, é uma mudança de procedimento que o governo espera replicar. Para quem acompanha concessões no setor, o desfecho deste edital tende a orientar os próximos passos da política ferroviária.

O leilão ocorre após o TCU aprovar o edital, etapa que costuma ser decisiva para a segurança jurídica do certame. A expectativa do ministério é que o modelo atraia interessados dispostos a investir na recapacitação de um corredor estratégico para o escoamento de minério entre Minas Gerais e o litoral do Rio de Janeiro.

A divisão em lotes permite que empresas de diferentes portes participem, já que o investimento pode ser segmentado. O primeiro lote conecta o interior mineiro a Barra Mansa; o segundo liga Barra Mansa ao porto de Angra dos Reis, ponto de saída para exportação.

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
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