Conta de luz mais cara em setembro: bandeira amarela mantida
A conta de luz continuará mais cara em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária amarela pelo quinto mês consecutivo, diante das condições menos favoráveis para geração de energia no país. Com a decisão, os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) pagarão um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A bandeira amarela é um sinal de que o custo de gerar energia subiu. Quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos ou a demanda aumenta, o país precisa acionar usinas mais caras, como as termelétricas. Esse custo extra é repassado ao consumidor por meio do sistema de bandeiras tarifárias, criado para dar transparência ao preço da eletricidade mês a mês.
Na prática, quem consome 200 kWh em casa, por exemplo, terá um acréscimo de cerca de R$ 3,77 na fatura de setembro. Para pequenos comércios e propriedades rurais, que usam mais energia, o impacto é proporcionalmente maior. O valor de R$ 1,885 por 100 kWh vale para todos os consumidores conectados ao SIN, que cobre quase todo o país.
A manutenção da bandeira amarela por cinco meses seguidos é um reflexo direto do clima. As chuvas abaixo da média e o calor acima do esperado em várias regiões reduzem a capacidade das hidrelétricas de gerar energia a custo baixo. A Aneel, que é a agência reguladora do setor, avalia as condições de geração mês a mês e decide qual bandeira aplicar: verde, amarela ou vermelha.
Para quem mora no interior de Minas, onde a estiagem já castiga lavouras e pastos, a conta de luz mais cara pesa no orçamento da família e do sítio. O produtor que depende de bomba d'água ou de resfriamento para leite sente o aumento direto no custo de produção. A seca não é notícia só quando vira tragédia; ela chega primeiro na fatura.
A expectativa agora é que as chuvas voltem no fim do ano, o que pode aliviar a pressão sobre as tarifas. Até lá, o consumidor pode tentar reduzir o consumo nos horários de pico e revisar o uso de equipamentos que gastam mais. A Aneel não informou quando a bandeira pode voltar a verde, mas a decisão de setembro mantém o alerta aceso. como economizar energia na seca