Construção respondeu por 21,7% das vagas de julho
A construção respondeu por 21,7% dos empregos formais criados em julho, com saldo de 12.691 vagas. Obras de infraestrutura lideram. Veja os números.
A construção respondeu por 21,7% dos empregos formais criados no Brasil em julho. O setor registrou saldo positivo de 12.691 vagas no mês, resultado de 208.867 admissões e 196.176 desligamentos, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta sexta-feira (28).
No total, o mercado de trabalho formal brasileiro abriu 58.568 postos em julho, com 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. A construção teve o segundo maior saldo entre os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, atrás dos serviços, que abriram 24.098 vagas. A agropecuária criou 12.523 postos, a indústria 11.315, e o comércio foi o único com fechamento de vagas: saldo negativo de 2.056 postos.
Entre as três divisões da construção na CNAE, as obras de infraestrutura tiveram o maior saldo em julho, com 7.087 novos postos, 55,8% das vagas do setor. Os serviços especializados abriram 4.253 vagas (33,5%), e a construção de edifícios, 1.351 (10,6%). Somadas, as três divisões chegam às 12.691 vagas.
Acumulado do ano e impacto local
De janeiro a julho, a construção acumulou saldo de 180.449 empregos formais, 18,6% das 972.203 vagas criadas no país. O setor mantém a segunda posição no acumulado, atrás dos serviços (591.519 vagas), à frente da indústria (154.052) e da agropecuária (54.106). O comércio acumulou fechamento de 7.896 postos.
No recorte interno, as obras de infraestrutura lideram o acumulado com 71.711 vagas, seguidas pela construção de edifícios (61.589) e serviços especializados (47.149). A infraestrutura respondeu por 39,7% das vagas abertas pela construção no período.
O estoque de empregos formais da construção cresceu 6,12% entre dezembro de 2025 e julho de 2026. O salário médio real de admissão no mercado formal foi de R$ 2.419,23 em julho, 0,6% acima de junho e 2,04% acima de julho de 2025. Para quem vive da obra, o número indica demanda sustentada por mão de obra, especialmente em infraestrutura, que costuma ter contratos mais longos e estáveis. A tendência para os próximos meses depende da continuidade de projetos, mas o ritmo atual sugere manutenção do emprego no setor.