Idosa chora ao ser a primeira em Goiás a ter carteira para ciclomotor
Dona Josene Sampaio se tornou a primeira pessoa em Goiás a conseguir a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). O exame foi acompanhado pela TV Anhanguera, e a emoção tomou conta no momento do resultado.
A dona Josene Sampaio se tornou a primeira pessoa em Goiás a conseguir a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). O resultado veio do examinador do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Goiás, e a emoção foi registrada em vídeo: ao ouvir a notícia, ela chorou e resumiu: "Eu passei".
A autorização é a primeira emitida no estado desde que a nova resolução para esse tipo de veículo entrou em vigor. Segundo o Detran, dona Josene também foi a primeira pessoa a abrir o processo de autorização para conduzir ciclomotor, o que reforça o caráter inédito da conquista.
O exame foi acompanhado pela TV Anhanguera. Durante a prova, dona Josene contou que já tem habilitação na categoria B, para carros, mas que o objetivo sempre foi pilotar a "Mariana", nome do triciclo que pretende usar para se deslocar. "Eu não tenho interesse de andar de moto. Se eu tenho o meu triciclo, eu vou andar com ele. Eu já tenho a carteira B, mas não tenho afinidade com a moto. Eu tenho afinidade com a Mariana", explicou.
A ACC permite a condução de ciclomotores, veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas. Para quem já tem CNH em outra categoria, o processo costuma ser simplificado, mas exige exame específico. No caso de dona Josene, a aprovação veio após cumprir as etapas exigidas pelo Detran-GO.
A nova resolução, que passou a valer recentemente, abriu caminho para que mais pessoas, especialmente idosos, possam regularizar o uso de triciclos e outros ciclomotores. A conquista de dona Josene representa um avanço no acesso à mobilidade para quem não se sente seguro pilotando motos tradicionais.
Para quem deseja obter a ACC, o Detran-GO orienta procurar uma autoescola credenciada e realizar o exame específico. A autorização é uma alternativa para quem busca um meio de transporte mais acessível e estável, como o triciclo da dona Josene.
A história dela, marcada pelo choro de emoção, mostra que a regulamentação pode atender a uma demanda real da população. Com a "Mariana", dona Josene ganha mais independência para se deslocar pela cidade, sem abrir mão da segurança que o triciclo oferece.