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Transporte coletivo completa 10 anos sem nova licitação

ResumoO transporte coletivo de Juiz de Fora completa 10 anos de concessão sem nova licitação. O edital de renovação permanece suspenso pelo Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG). A população aguarda modernização do serviço, enquanto a atual operação segue em regime de prorrogação contratual. A decisão do TCE-MG condiciona a abertura de novo processo à revisão de cláusulas e metas de qualidade.

A concessão do transporte coletivo de Juiz de Fora completa 10 anos sem nova licitação. O edital segue suspenso pelo TCE-MG, e a população aguarda um serviço mais moderno.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Transporte coletivo completa 10 anos sem nova licitação

A concessão do transporte coletivo de Juiz de Fora completa 10 anos nesta terça-feira (1º de setembro), sem que uma nova licitação tenha sido concluída. O contrato atual, assinado em 2016, vence agora, mas pode ser prorrogado por mais uma década. Enquanto isso, o edital do Novo Transporte Público segue suspenso, e a população continua esperando por um serviço mais moderno.

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou, nesta segunda-feira (31), que ainda trabalha na revisão técnica do edital, conforme pedido do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). "O Executivo reforça que não há risco de interrupção do serviço de transporte coletivo na cidade", disse a administração municipal. A PJF não deu prazo para o lançamento do novo edital nem detalhou por quanto tempo a concessão atual será prorrogada.

A Concorrência 29/2025 foi suspensa pelo TCE-MG em 27 de março, um dia após a abertura dos envelopes com as propostas das empresas. Duas companhias participaram, mas apenas a Auto Nossa Senhora Aparecida Ltda (Ansal) seguiu classificada. Em 9 de abril, o Pleno do TCE-MG confirmou a suspensão, citando "inconsistências estruturais que comprometem a transparência e a viabilidade econômica do serviço de transporte coletivo". O valor estimado do contrato era de R$ 7,3 bilhões para 15 anos de concessão.

O edital previa 254 linhas, 654 veículos, 16 linhas expressas e 72 pontos de integração, com custo mensal estimado em R$ 40,8 milhões. O TCE-MG questionou a ausência de um estudo financeiro estruturado, a garantia de participação fixada em R$ 204.487,03 (apenas 0,5% do valor mensal) e a falta de detalhamento sobre a bilhetagem eletrônica.

Ao longo desses 10 anos, a Via JF, formada pela Ansal e pela Viação São Francisco, absorveu rotas do Consórcio Manchester após problemas de segurança nos veículos. Ainda assim, os desafios seguem: menos ônibus circulando no Centro e redução no tempo de viagem são as principais queixas dos usuários. Para quem depende do transporte todos os dias, a esperança é que a nova concessão traga melhorias concretas, como linhas expressas e integração mais eficiente. A comunidade aguarda, com expectativa, que o processo seja retomado e concluído com transparência.

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