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Chalfun mantém agenda em Brasília após adiamento de reunião com Fachin

ResumoGustavo Chalfun, presidente da OAB-MG, cumpriu agenda em Brasília após o adiamento da reunião com o ministro Edson Fachin, do STF. A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais defende que decisões judiciais sejam tomadas por colegiados, e não por meio de liminares monocráticas, cobrando maior previsibilidade jurídica.

Reunião entre Gustavo Chalfun e o ministro Edson Fachin foi adiada pela Presidência do STF. OAB-MG mantém agenda em Brasília e cobra decisões colegiadas em vez de monocráticas.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Chalfun mantém agenda em Brasília após adiamento de reunião com Fachin

O presidente da OAB Minas Gerais, Gustavo Chalfun, confirmou que a reunião prevista para esta quarta-feira (9/9) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, foi adiada pela Presidência da Corte. Até o momento, não há nova data marcada para o encontro.

Mesmo com o adiamento, Chalfun mantém a agenda em Brasília, onde participa do Colégio de Presidentes da OAB, encontro que reúne representantes das 27 seccionais da entidade.

O que Chalfun defende no STF

Em vídeo divulgado nesta quarta-feira, o presidente da OAB-MG dirigiu mensagem ao ministro Edson Fachin e defendeu que a crise institucional envolvendo o Supremo seja enfrentada em sessão pública, com decisões colegiadas do plenário, em vez de decisões monocráticas.

Chalfun mencionou a escalada de decisões contraditórias entre ministros envolvendo a chefia da Polícia Federal. Na avaliação dele, os pedidos de apuração que tramitam na Corte precisam de análise imediata.

Entre esses pedidos, o presidente da OAB-MG citou os que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, a partir das revelações da Operação Compliance Zero / Banco Master.

Ele também fez referência à carta assinada por ministros aposentados e ex-presidentes do STF, que pede atuação da Presidência da Corte diante do momento institucional.

"A OAB-MG reafirma que o Supremo Tribunal Federal é maior do que a crise, mas é preciso transparência, devido processo legal e deliberação em colegiado para preservar a estabilidade institucional, sobretudo em período eleitoral", afirma Chalfun.

Por que o adiamento pesa na agenda da OAB-MG

Para quem acompanha a rotina institucional da OAB, o adiamento não encerra a pauta: desloca o debate para o Colégio de Presidentes, onde as 27 seccionais costumam alinhar posições antes de levá-las à Corte.

O encontro em Brasília é o espaço em que os presidentes estaduais transformam demandas locais em pleitos nacionais. A agenda de Chalfun na capital federal segue, portanto, com dois eixos: a defesa de deliberação colegiada no STF e a articulação com as demais seccionais.

A ausência de nova data para a reunião com Fachin mantém aberta a cobrança por resposta institucional. O tema deve continuar na pauta da OAB-MG nos próximos dias, à espera de definição da Presidência do Supremo.

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