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Brasil deve superar meta de abertura de mercados para o agro, diz ministro

ResumoO ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o Brasil deve superar a meta de 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários até o fim do governo. A declaração ocorreu na abertura do Outlook Agro Brasil, em Brasília, destacando a credibilidade do país no setor.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o Brasil deve superar a meta de 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários até o fim do governo. A declaração foi feita durante a abertura do Outlook Agro Brasil, em Brasília, onde ele destacou a credibil

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 30 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Brasil deve superar meta de abertura de mercados para o agro, diz ministro

Brasil deve superar meta de abertura de mercados para o agro, diz ministro

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta quinta-feira (30) que o Brasil deve superar a meta de alcançar 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários até o fim do atual governo. A declaração foi feita durante a abertura da primeira edição do Outlook Agro Brasil, em Brasília. O ministro atribuiu o avanço da agenda comercial à credibilidade sanitária do país e defendeu que o fortalecimento da defesa agropecuária será um dos principais eixos da estratégia para ampliar as exportações. "Nós temos como desafio chegar a 700 mercados até o fim do governo, e nós vamos passar essa meta", afirmou.

Meta de 700 aberturas de mercado: o que está em jogo

A meta de 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários representa um marco na estratégia de inserção internacional do agronegócio brasileiro. Segundo André de Paula, o Brasil bate recordes sucessivos de abertura de mercados e, à medida que amplia sua presença internacional, também aumenta a responsabilidade em atender às exigências dos compradores. "As aberturas de mercado são fruto da credibilidade dos nossos produtos e da qualidade deles", disse.

Para o produtor rural mineiro, cada nova abertura representa uma oportunidade de escoamento da produção, especialmente em setores como carnes, café e laticínios, que têm forte presença no estado. A ampliação do acesso a mercados como China, União Europeia e países do Oriente Médio pode significar aumento na demanda e, consequentemente, na renda do campo.

Credibilidade sanitária como motor da agenda comercial

André de Paula destacou que o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação representa um novo patamar para a agropecuária nacional. A conquista, no entanto, exige vigilância permanente. De acordo com ele, o país está preparado para responder rapidamente a qualquer eventual ocorrência da doença, inclusive com a estrutura de produção de antígenos. "Nós vamos seguir priorizando a defesa sanitária, ela faz toda a diferença", destacou.

A defesa sanitária é um dos pilares que sustentam a credibilidade do Brasil no mercado internacional. Sem ela, as portas que se abrem podem se fechar rapidamente. Para o produtor mineiro, manter os rebanhos vacinados e os sistemas de rastreabilidade em dia não é apenas uma exigência sanitária, mas uma condição para continuar exportando.

O papel da febre aftosa na estratégia exportadora

A erradicação da febre aftosa com vacinação, seguida do reconhecimento internacional como área livre sem vacinação, foi um processo que levou décadas e exigiu investimento público e privado. Agora, o Brasil precisa demonstrar capacidade de manter esse status sanitário. Qualquer foco da doença pode interromper exportações e comprometer a meta de 700 aberturas de mercado.

A participação de Lula na promoção internacional

O ministro também reforçou que o governo pretende manter uma postura de abertura comercial, tanto na busca por novos mercados para os produtos brasileiros quanto na ampliação das relações comerciais com outros países. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa diretamente da estratégia de promoção internacional do agronegócio brasileiro, em um esforço para consolidar a presença do país como fornecedor confiável de alimentos e fortalecer a inserção do setor no comércio global.

A participação presidencial em missões comerciais e fóruns internacionais é vista como um trunfo para abrir portas que, em outros contextos, demorariam mais a se abrir. Para Minas Gerais, que tem no agronegócio um dos motores da economia, essa articulação política pode acelerar o acesso a mercados compradores de café, carne e laticínios.

O que esperar para os próximos meses

A meta de superar 700 aberturas de mercado até o fim do governo depende de uma combinação de fatores: manutenção do status sanitário, continuidade das negociações comerciais e capacidade de atender às exigências dos compradores internacionais. O ministro André de Paula se mostra confiante, mas o histórico mostra que cada nova abertura exige negociações que podem levar anos.

Para o empreendedor rural mineiro, o cenário é de otimismo cauteloso. A abertura de novos mercados pode significar preços melhores e maior estabilidade nas vendas, mas também cobra um preço em termos de adequação sanitária e logística. Quem vive da lavoura e da pecuária sabe: número sem contexto não alimenta ninguém. O que importa é transformar cada abertura em renda para quem produz.

Perguntas Frequentes

Qual é a meta de abertura de mercados para o agro?

A meta é alcançar 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários até o fim do atual governo, segundo o ministro André de Paula.

O que é o Outlook Agro Brasil?

É um evento realizado em Brasília, onde o ministro fez a declaração sobre a meta de abertura de mercados.

Como a febre aftosa impacta as exportações?

O reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação é um requisito para acessar mercados mais exigentes. Qualquer foco da doença pode interromper exportações.

Quem participa da estratégia de promoção internacional?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa diretamente da estratégia de promoção internacional do agronegócio brasileiro.

O que o produtor rural precisa fazer para se beneficiar?

Manter a defesa sanitária em dia, com vacinação e rastreabilidade, é condição para continuar exportando e aproveitar as novas aberturas de mercado.

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