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Bocejar é perigoso? Jovem desloca mandíbula; entenda

Bocejar pode deslocar a mandíbula? A resposta é sim, e um caso recente em Brasília acendeu o alerta. Na última sexta-feira (28), um jovem precisou ser socorrido às pressas após ter a mandíbula luxada durante um bocejo. O episódio repercutiu nas redes sociais e gerou dúvidas sobre os riscos desse gesto tão comum.

O vídeo publicado pelo irmão do adolescente já ultrapassa 8,4 milhões de visualizações. Segundo as informações divulgadas, ele foi levado ao Hospital Base de Brasília, onde a mandíbula foi recolocada no lugar. Pouco depois, recebeu alta e passa bem, mas ficou com um curativo no rosto. Nos comentários, internautas relataram experiências parecidas: "Já aconteceu isso comigo, é a pior dor do mundo", escreveu um usuário.

Para explicar o caso, a CNN Brasil ouviu especialistas. O Dr. Thales Caldeira, cirurgião-dentista, afirma que a cabeça da mandíbula pode ultrapassar o limite normal de movimento da articulação e ficar "presa" à frente, sem voltar à posição correta. Isso é mais comum em pessoas com frouxidão dos ligamentos, hipermobilidade da articulação, histórico de luxações ou alterações na ATM (articulação temporomandibular). Mas também pode ocorrer em quem nunca teve problema, durante um bocejo muito amplo.

O Dr. Matheus Araújo, dentista e coordenador do curso de Odontologia da Afya Uninovafapi, alerta: permanecer muito tempo com a luxação é arriscado. "Os principais riscos são dor intensa, espasmo muscular, dificuldade ou impossibilidade de fechar a boca, dificuldade para falar e mastigar, aumento da salivação e recorrência do deslocamento", explica. Ele reforça que não se deve tentar recolocar a mandíbula sozinho, pois uma manobra inadequada pode causar lesões.

A prevenção passa por controlar a abertura excessiva da boca em situações como bocejos, risadas, vômitos e procedimentos odontológicos. "Ao bocejar, é interessante apoiar levemente a mandíbula com a mão e limitar a abertura", orienta Caldeira. Alimentos muito grandes também devem ser evitados, e quem tem histórico de luxação deve avisar o dentista antes de qualquer atendimento.

Apesar do susto, a luxação não é frequente. Mas, se ocorrer, o caminho é um só: procurar ajuda médica imediata. saúde bucal

Cláudia Resende
Repórter de Saúde e Educação
De Juiz de Fora, cobre saúde pública e educação em MG com foco no que afeta a família mineira.
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