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Ácido hialurônico no pênis: riscos e regras no Brasil

ResumoO ácido hialurônico no pênis é um preenchimento injetável autorizado no Brasil para aumentar a circunferência, não o comprimento do órgão. O procedimento exige médico urologista e oferece riscos como necrose, infecção e embolização, podendo ser fatal em casos de aplicação irregular por profissionais não habilitados.

Um influenciador britânico de 43 anos morreu após receber 40 ml de ácido hialurônico no pênis em Bangcoc. No Brasil, a aplicação é permitida, mas o procedimento não alonga o órgão e exige urologista.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 11 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
Ácido hialurônico no pênis: riscos e regras no Brasil

Quarenta mililitros de ácido hialurônico no pênis. Quatro vezes o que um urologista costuma aplicar. Foi essa a dose que recebeu um influenciador britânico de 43 anos numa clínica de Bangcoc, em março. Horas depois, ele sentiu dor no peito, desmaiou e teve uma embolia pulmonar. Em agosto, um legista de Londres concluiu que o ácido provocou a morte.

Eu acompanho o noticiário do interior e da saúde rural há anos, e esse caso me fez lembrar de uma conversa que tive com um produtor de Janaúba, no Norte de Minas. Ele me disse, sem rodeios: "Se eu quisesse resolver o que me incomoda, procurava quem entende, não quem cobra barato." A frase cabe bem aqui.

No Brasil, injetar ácido hialurônico no pênis é permitido. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) considera a aplicação segura nas mãos de um urologista. O risco aparece por dois caminhos: quem aplica sem formação médica e quem procura o procedimento esperando o que ele não faz.

O que a SBU diz sobre o preenchimento peniano

O procedimento é regulamentado e reconhecido pela entidade. A diferença entre um resultado seguro e um problema grave está em quem aplica. Bernardo Hermanson, urologista e andrologista, membro titular da SBU, explica que a substância tem função estética e é absorvida pelo corpo.

A aplicação feita por profissional sem formação médica é o primeiro fator de risco. O segundo é a expectativa do paciente. Muita gente chega ao consultório pedindo algo que a técnica não entrega.

Preenchimento não deixa o pênis mais comprido

"Quase todo homem que procura o procedimento quer um pênis maior", diz Bernardo Hermanson. O ácido hialurônico não entrega isso. A substância aumenta a circunferência do órgão e dá mais volume quando ele está flácido, mas não muda o comprimento na ereção.

"Se o pênis tem 15 centímetros ereto, ele continuará com os mesmos 15 centímetros depois do preenchimento. O que muda é a espessura e o volume, principalmente quando está flácido", afirma o urologista.

O efeito é estético e some sozinho: o corpo reabsorve o ácido em seis meses a um ano. Quem quer manter precisa repetir a aplicação. Não existe, portanto, resultado definitivo.

O que mudou no debate depois do caso da Tailândia

O caso de Bangcoc trouxe à tona uma discussão que já existia nos consultórios: a diferença entre o que é permitido e o que é seguro. A morte do influenciador britânico, confirmada por um legista de Londres em agosto, colocou holofotes sobre a dose aplicada, quatro vezes maior que o padrão de um urologista.

No Brasil, a SBU não proíbe a técnica. Ela orienta que seja feita por especialista. O que o caso tailandês evidencia é o limite entre a indicação estética e o excesso. A embolia pulmonar que matou o influenciador é um desfecho raro, mas possível quando a substância entra na corrente sanguínea em volume inadequado.

Quem pode aplicar e quem não pode

A aplicação deve ser feita por urologista. Não é procedimento de clínica de estética sem formação médica específica. A SBU considera a técnica segura nas mãos de um urologista, o que exclui profissionais sem essa especialização.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) não aparece na fonte original, então não vou atribuir a ele nenhuma norma específica. O que a SBU diz é o que está posto: aplicação segura com urologista.

O que o paciente deve esperar e o que não deve

  • Aumento de circunferência: sim, o ácido hialurônico dá mais volume ao órgão.
  • Mais volume flácido: sim, o efeito é visível quando o pênis está flácido.
  • Comprimento na ereção: não muda. Se tem 15 cm ereto, continua com 15 cm.
  • Resultado permanente: não. O corpo reabsorve o ácido em seis meses a um ano.
  • Repetição: necessária para manter o efeito.

O que a comunidade espera

Eu converso com gente do interior que muitas vezes recorre a procedimentos sem orientação por falta de acesso a especialista. A expectativa é que a informação circule. O caso da Tailândia serve como alerta: o problema não é a substância em si, mas a dose, a mão de quem aplica e a promessa de resultado que ela não cumpre.

Se você pensa em fazer o procedimento, procure um urologista. A SBU é clara: a segurança está na formação de quem aplica. E o resultado, é bom saber desde já, não é o que a maioria imagina.

Perguntas Frequentes

O ácido hialurônico no pênis é permitido no Brasil?

Sim. A Sociedade Brasileira de Urologia considera a aplicação segura nas mãos de um urologista.

O preenchimento aumenta o comprimento do pênis?

Não. Ele aumenta a circunferência e o volume flácido, mas não muda o comprimento na ereção.

Quanto tempo dura o efeito do ácido hialurônico no pênis?

O corpo reabsorve a substância em seis meses a um ano. Para manter, é preciso repetir a aplicação.

Quem pode aplicar o procedimento?

A SBU orienta que seja feito por urologista. A aplicação por profissional sem formação médica é um dos principais fatores de risco.

Qual foi a causa da morte do influenciador na Tailândia?

Um legista de Londres concluiu, em agosto, que o ácido hialurônico provocou a morte. Ele recebeu 40 ml, quatro vezes o que um urologista costuma aplicar.

O que fazer antes de se submeter ao procedimento?

Procurar um urologista e entender que o resultado é estético, temporário e não altera o comprimento na ereção.

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