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Desrespeito à soberania, diz Amorim à CNN sobre missão dos EUA

O chefe da assessoria internacional da Presidência, Celso Amorim, afirmou à CNN que a missão eleitoral de funcionários americanos no Brasil configura um 'desrespeito à soberania'. Saiba mais sobre essa declaração e suas consequências.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 27 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Desrespeito à soberania, diz Amorim à CNN sobre missão dos EUA

"Desrespeito à soberania", diz Amorim à CNN sobre missão eleitoral dos EUA

Celso Amorim, chefe da assessoria internacional da Presidência da República, destacou à CNN que a presença de funcionários do governo americano no Brasil, sem convite, para inspecionar o sistema eleitoral, configura um "desrespeito à soberania". Segundo ele, "a vinda de funcionários estrangeiros não convidados para inspecionar o sistema eleitoral é uma interferência que desrespeita a nossa soberania".

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil negou, no dia 24, pedidos de visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que planejavam visitar o país nos próximos dias. Uma reportagem do jornal The Washington Post revelou que Riley Barnes e Samuel Samson, ambos do Departamento de Estado, tinham a intenção de preparar um ataque à confiabilidade das urnas e ao sistema eleitoral brasileiro.

Ambos são subordinados ao secretário de Estado, Marco Rubio, que é considerado um dos principais aliados da família Bolsonaro em Washington. Fontes do governo avaliam que a viagem visaria reforçar a campanha de desinformação contra o sistema eletrônico de votação brasileiro, relançada recentemente por Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

Ministros do TSE e do STF, que foram consultados pela CNN Brasil, consideram ser uma "ousadia" o envio de representantes de outro país para questionar a lisura do processo eleitoral brasileiro. Entretanto, ressaltam que visitas de observadores internacionais são comuns para intercâmbio de experiências e conhecimento do processo eleitoral no Brasil.

Edinho Silva, presidente do PT, criticou as declarações do presidente argentino, Javier Milei, durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele afirmou ser inadmissível que um chefe de Estado estrangeiro se dirija de forma desrespeitosa aos poderes constituídos do Brasil. Milei, em seu discurso, fez menções negativas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

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