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Trump cita Montanha Pickaxe no Irã e ameaça atacar

ResumoDonald Trump afirmou em discurso no Texas que há movimentação na Montanha Pickaxe, no Irã, e ameaçou atacar o local. Análises de satélite indicaram aumento de construção na região em 2026, elevando tensões entre Estados Unidos e Irã.

Em discurso no Texas, Donald Trump afirmou que há 'movimentação' na Montanha Pickaxe, no Irã, e ameaçou atacar o local. Análise de satélite apontou aumento de construção na área em 2026.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 10 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Trump cita Montanha Pickaxe no Irã e ameaça atacar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta quarta-feira (9) que está ciente de atividades na Montanha Pickaxe, no Irã, e ameaçou realizar ações militares contra o local. A declaração foi feita durante discurso na convenção do Partido Republicano, em Dallas, no Texas.

O sítio é suspeito de abrigar instalações nucleares iranianas perto do complexo de Natanz, a cerca de 225 quilômetros ao sul de Teerã. Segundo a CNN, a área registrou intensa atividade de construção neste ano, com base em imagens de satélite analisadas por um grupo de especialistas ao longo de seis anos.

"Há outro lugar chamado Montanha Pickaxe, outro lugar interessante", disse Trump à plateia. "Talvez tenhamos que dar uma investida lá também, porque alguém disse que houve uma certa movimentação no local." Em seguida, acrescentou: "Não precisamos de muita coisa."

A fala ocorreu horas depois de a CNN noticiar que o local, situado sob uma formação de granito, tem sido monitorado de perto por agências de inteligência. Elas consideram a Montanha Pickaxe um provável ponto para o Irã proteger futuras iniciativas de seu programa nuclear.

A nova análise de imagens de satélite, realizada pelo CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais) e compartilhada com exclusividade com a CNN, constatou "um aumento nítido na atividade de construção" no local neste ano. O levantamento ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã.

Para moradores de Minas Gerais e de outras regiões do Brasil, o desdobramento interessa menos pelo impacto direto e mais pelo efeito indireto: pressão sobre preços de combustíveis, câmbio e comércio global costuma acompanhar crises no Oriente Médio. Não há, até o momento, indicação de que a declaração de Trump tenha sido seguida de ordem militar concreta.

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