Putin diz que Rússia vence guerra e não negocia com terroristas
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira (1°) que a Rússia está vencendo a guerra na Ucrânia e descreveu os líderes ucranianos como "terroristas" com os quais Moscou não poderia negociar. A declaração foi dada durante a 26ª Cúpula de Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão.
Putin, em seus comentários mais detalhados sobre a guerra em muitas semanas, reconheceu que os ataques ucranianos dentro da Rússia causaram danos reais e que os drones representam um desafio específico. Mesmo assim, ele disse que a Rússia avança no campo de batalha e afirmou aos repórteres: "Não tenho dúvidas de que o inimigo entrará em colapso". Ele não disse quando isso aconteceria.
Sobre rumores de uma nova mobilização militar russa, Putin os chamou de "um absurdo total". Ele também disse que as tropas russas capturaram 270 km² da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, em agosto, e que um grande grupo de soldados ucranianos ficou cercado. A Reuters não conseguiu verificar essa afirmação de forma independente.
Putin afirmou que a Rússia continua avançando em direção a Sloviansk e Kramatorsk, e que as forças de Moscou se preparam para fortes ataques contra a infraestrutura energética ucraniana. Sobre a advertência do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, às companhias aéreas de que drones ucranianos fechariam o espaço aéreo russo, Putin classificou como "terrorismo de Estado" e disse que Moscou encontraria uma forma de responder.
Apesar de dizer que não é possível negociar com "terroristas", Putin afirmou que Moscou está aberta a negociações "concretas" para resolver o conflito, caso seja possível injetar novo impulso no processo. Para quem acompanha o conflito, a mensagem parece contraditória, mas reflete a posição pública do Kremlin: avança militarmente, mas mantém uma porta aberta a conversas, desde que em seus termos.