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Há 18 anos, mulher percorre 17 km a pé até Catedral de Maceió

Há 18 anos, no dia 27 de agosto, data dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, Fátima Bezerra percorre cerca de 17 quilômetros a pé, do Conjunto Graciliano Ramos, na parte alta de Maceió, até a Catedral Metropolitana, no Centro da capital. A caminhada começou após uma graça alcançada por meio de uma promessa à Virgem Maria.

Fátima conta que foi desenganada pelos médicos após um problema de saúde que a deixou nove meses de cama. "Eu fui desenganada pelos médicos após ter um problema de saúde e ficar nove meses em cima de uma cama. Eu pedi a graça e alcancei. Aí eu fiz uma promessa de que, se ficasse bem, faria uma caminhada até uma igreja de Nossa Senhora de Fátima", relata.

A Virgem Maria recebe mais de mil denominações ao redor do mundo, entre elas Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora dos Prazeres e Nossa Senhora das Dores. Segundo Fátima, por causa de uma doença, ela ficou sem conseguir caminhar e ouviu dos médicos que não havia mais o que fazer.

A devoção, que começou como um pedido de cura, virou rotina de gratidão. Todo ano, no mesmo dia, Fátima repete o trajeto de 17 km a pé, atravessando a cidade de Maceió, como forma de renovar a promessa e agradecer pela vida recuperada.

O que chama atenção na história de Fátima não é só a distância percorrida, mas a regularidade: 18 anos seguidos, sempre no dia 27 de agosto, sem falta. A caminhada virou um marco de fé para quem acompanha a tradição religiosa em Alagoas.

Para quem vive no interior de Minas, histórias como a de Fátima ecoam uma realidade conhecida: a fé que move montanhas, e também quilômetros. A seca não é notícia só quando vira tragédia; a devoção também não é notícia só quando vira espetáculo. No caso de Fátima, é a fé cotidiana, feita de passos e promessas, que atravessa a cidade de ponta a ponta.

A comunidade religiosa de Maceió acompanha a caminhada de Fátima com admiração. Ela se tornou um símbolo de perseverança para quem enfrenta doenças e dificuldades, mostrando que a esperança pode ser mais forte que qualquer diagnóstico.

fé e devoção no interior tradições religiosas em Alagoas

Inácio Bicalho
Repórter de Interior e Agro
Do Norte de Minas, cobre o sertão mineiro, a seca, o pequeno produtor e as pautas que a capital ignora.
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