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Lula e Flávio: disputa pelo empresariado e ajuste fiscal

A pouco mais de um mês das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificam a disputa pelos grandes empresários que ajudam a compor boa parte do PIB brasileiro.

Nesta segunda-feira (31), Lula recebeu um grupo seleto de executivos no Palácio da Alvorada, em Brasília. Estavam Joesley e Wesley Batista (JBS), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), André Esteves (BTG), Rubens Ometto (Cosan) e José Seripieri (Amil). O jantar durou quase três horas e teve como pauta o equilíbrio fiscal, a taxa de juros e a relação com os Estados Unidos e Donald Trump.

O candidato à reeleição estuda um segundo aceno: uma conferência com 200 executivos e investidores em São Paulo, em setembro, organizada com o grupo Prerrogativas e o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa.

Na semana anterior, Flávio Bolsonaro reuniu banqueiros na Faria Lima, na casa de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil. O senador sinalizou disposição de promover um ajuste nas contas públicas, com corte de despesas e revisão do arcabouço fiscal. Sua campanha já divulgou nomes como Daniella Marques e Adolfo Sachsida para formatar o plano econômico.

Apesar das investidas, empresários e investidores seguem céticos. Eles citam os gastos do terceiro mandato de Lula e sua declaração de que a dívida pública não o preocupa. Também cobram de Flávio uma proposta mais estruturada: Daniella Marques fala em cortes de 1,5% do PIB, mas há dúvidas sobre a viabilidade no Congresso.

O senador afirma que não fará economia prejudicando os mais pobres ou quem recebe salário-mínimo. Resta saber se os acenos vão convencer um setor produtivo que, por ora, observa com desconfiança.

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
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