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Lula e Flávio: disputa pelo empresariado e ajuste fiscal

ResumoA disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pelo apoio do empresariado intensifica-se a um mês das eleições de 2026, com jantares e reuniões em São Paulo e Brasília. O mercado permanece cético quanto ao ajuste fiscal proposto pelo governo, refletindo desconfiança sobre a sustentabilidade das medidas. A corrida eleitoral concentra-se na conquista de aliados econômicos.

A um mês das eleições de 2026, Lula e Flávio Bolsonaro intensificam a disputa pelo apoio do empresariado, com jantares e reuniões em São Paulo e Brasília, enquanto o mercado segue cético quanto ao ajuste fiscal.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 01 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Lula e Flávio: disputa pelo empresariado e ajuste fiscal

A pouco mais de um mês das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificam a disputa pelos grandes empresários que ajudam a compor boa parte do PIB brasileiro.

Nesta segunda-feira (31), Lula recebeu um grupo seleto de executivos no Palácio da Alvorada, em Brasília. Estavam Joesley e Wesley Batista (JBS), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), André Esteves (BTG), Rubens Ometto (Cosan) e José Seripieri (Amil). O jantar durou quase três horas e teve como pauta o equilíbrio fiscal, a taxa de juros e a relação com os Estados Unidos e Donald Trump.

O candidato à reeleição estuda um segundo aceno: uma conferência com 200 executivos e investidores em São Paulo, em setembro, organizada com o grupo Prerrogativas e o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa.

Na semana anterior, Flávio Bolsonaro reuniu banqueiros na Faria Lima, na casa de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil. O senador sinalizou disposição de promover um ajuste nas contas públicas, com corte de despesas e revisão do arcabouço fiscal. Sua campanha já divulgou nomes como Daniella Marques e Adolfo Sachsida para formatar o plano econômico.

Apesar das investidas, empresários e investidores seguem céticos. Eles citam os gastos do terceiro mandato de Lula e sua declaração de que a dívida pública não o preocupa. Também cobram de Flávio uma proposta mais estruturada: Daniella Marques fala em cortes de 1,5% do PIB, mas há dúvidas sobre a viabilidade no Congresso.

O senador afirma que não fará economia prejudicando os mais pobres ou quem recebe salário-mínimo. Resta saber se os acenos vão convencer um setor produtivo que, por ora, observa com desconfiança.

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