Janja diz que Bolsonaro deixaria nordestinos comendo capim
Durante ato de campanha do presidente Lula em Teresina (PI), a primeira-dama Janja da Silva afirmou que a família Bolsonaro não tem projeto para o país e disse que, se dependesse de Bolsonaro, os nordestinos estariam comendo capim.
A primeira-dama Janja da Silva afirmou, nesta quarta-feira (9/9), que a família Bolsonaro não tem projeto para o país e classificou o grupo como representante de retrocesso e de um projeto de medo. A declaração foi dada durante ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Teresina (PI).
Segundo Janja, o projeto da família Bolsonaro é pessoal, voltado a proteger seus próprios interesses e a beneficiar apenas os seus. Para ela, o Brasil precisa ser governado por quem cuida do seu povo.
A fala que virou título do discurso veio na sequência: "A família Bolsonaro não tem projeto para as famílias brasileiras. Eles não têm projeto para o Nordeste. Se dependesse do Bolsonaro, os nordestinos estavam comendo capim, vocês lembram disso", afirmou. "A família Bolsonaro representa retrocesso, representa um projeto de medo."
A primeira-dama também disse que a população não deve esquecer o que ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro. "Eles acham que a gente não tem memória, eles querem que a gente se esqueça. Mas nós sabemos, nós lembramos, e nós jamais esqueceremos o que aconteceu quando um governo deixa de cuidar do seu povo, deixa de cuidar das suas mulheres e meninas, deixa de cuidar de quem precisa", continuou.
O ato em Teresina integra a agenda de campanha do presidente Lula no Nordeste, região onde o PT tem buscado reforçar presença. A fala de Janja dialoga diretamente com a memória do eleitorado nordestino sobre políticas públicas federais, tema que costuma pesar na decisão de voto em estados como o Piauí.
A referência ao capim remete a declaração anteriormente atribuída a Bolsonaro sobre o Nordeste, tema que voltou ao centro do debate eleitoral após a fala da primeira-dama. A fala de Janja ocorre em um momento em que a campanha busca reativar a comparação entre os dois governos, especialmente entre eleitores de baixa renda que dependem de programas federais.
Ainda não houve resposta pública da família Bolsonaro à declaração até a publicação desta reportagem.