Festival da Canção define os 24 semifinalistas de 2026
Os 24 semifinalistas da 56ª edição do Festival Nacional da Canção (Fenac) estão definidos. Os últimos quatro foram escolhidos em Nepomuceno, no Sul de Minas. A próxima etapa ocorre em Boa Esperança, em setembro.
Os 24 semifinalistas da 56ª edição do Festival Nacional da Canção (Fenac) estão definidos. Os últimos quatro nomes foram selecionados na sexta-feira e no sábado, na etapa classificatória realizada em Nepomuceno, no Sul de Minas Gerais. A próxima fase será na sexta (4/9) e no sábado (5/9) em Boa Esperança, também na região, cidade onde o festival nasceu. A grande final acontece no domingo.
Ao longo desta edição, 120 músicas, selecionadas a partir das 1.200 inscrições, foram apresentadas em seis cidades mineiras. De cada município, apenas quatro avançaram. O número reduzido incomoda o idealizador do Fenac, Gleizer Naves. "O número e qualidade de artistas brasileiros vêm aumentando significativamente, e para nós que organizamos o evento, fica a decepção em levar apenas uma parte pequena deles adiante", conta, destacando a qualidade técnica "impressionante" dos inscritos.
Uma válvula de escape é a edição on-line do evento, em que os internautas escolhem a canção vencedora. "É uma modalidade que abre mais chances de visualização", pontua Gleizer. Mesmo assim, para ele, nada substitui o palco presencial, que pode ajudar ou atrapalhar. "Tem gente que vem de longe, com pouca ajuda e às vezes não está muito preparado, e pode se prejudicar no ao vivo, mas tem também quem surpreende e cresce no palco", ressalta.
O Fenac já é referência nacional. Este ano, chamou a atenção a forte presença de artistas do Rio de Janeiro. "Recebemos 1.200 inscrições de 22 estados brasileiros. Antigamente, Minas e São Paulo predominavam. Hoje, há presença expressiva do Norte, Nordeste, Sul... E vejo que o Rio entrou com uma força tremenda", afirma Gleizer. A explicação, segundo ele, está na comunicação rápida entre os músicos: "Quando um ganha um prêmio ou sente que um festival é diferenciado, passa isso para frente".
Classificados por etapa
Tiradentes: Por um triz (Amandona, BH), Infinita (Bruna Moraes, Imbituba/SC), Arrastada (Patrícia Polayne, Aracaju/SE), 15 mil pedaços (Pilar, Campo Grande/MS).
São Thomé das Letras: Boa morte (Nanda Dearo, Poços de Caldas/MG), A(mar) (Pilar, Campo Grande/MS), Partes de nós (Rô Cunha, Santa Maria/RS), Alpendre (Pedro Antônio e a Plantação de Estrelas, Uberlândia/MG).
Campo Belo: Errante (Bruna Marlière, Juiz de Fora/MG), É doce é salgado (Thiago Juraski, Guarapuava/PR), Dandara Chorou (Déia Silva, Contagem/MG), Não é o fim (Tiago Moraes, Campo Belo/MG).
Coqueiral: O amor é ouro (Lóssios, Ubatuba/SP), Quem me viu, quem me vê (Cauê Nardi, Rio de Janeiro/RJ), Foi assim (Zé Alexanddre, São Paulo/SP), Machuca (Camila Marieta, Fortaleza/CE).
Perdões: Ensolarada (Jéssica Stephens, Boa Vista/RR), Enquanto me deixar (Keréto, Santo Antônio de Jesus/BA), Brasiliano (Aduar, São João Del Rei/MG), Dono só de mim (Vinícius Paes, Bruna Moraes e Selma Fernands, São Roque/SP).
Nepomuceno: Respeito (Juliara Ghiner, Rio de Janeiro/RJ), Coisa de irmão (Jorge Carlota, Machado/MG), Na mão do palhaço (Jana Figarella, Santarém/PA), Pequeno Príncipe (Família Vilas Boas, Fortaleza/CE).
A tendência é que a semifinal em Boa Esperança mantenha o nível técnico alto, com artistas de 22 estados. Para o público mineiro, a etapa é chance de ver de perto nomes que já circulam pelo país. Quem não puder ir, pode acompanhar a edição on-line, que segue como vitrine para quem busca espaço no cenário nacional.