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Eclipse lunar raro em MS: veja horários do fenômeno

Na madrugada desta sexta-feira (28), um eclipse lunar parcial poderá ser observado a olho nu em todo o Brasil. A orientação para os entusiastas da astronomia é ficar atento ao céu e ao relógio, conforme explica o professor Hamilton Corrêa, do Instituto de Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

O eclipse lunar parcial desta sexta (28) começa às 22h30 (horário de Brasília) com a fase penumbral. O auge ocorre à 1h, com 93% do disco encoberto. O fenômeno termina às 4h02. Nenhum equipamento especial é necessário.

Pelo horário de Brasília, o fenômeno seguirá a seguinte sequência:

  • 22h30 (27 de agosto): início da fase penumbral, quando a Lua entra na região de penumbra da Terra, provocando uma sutil redução no brilho do disco lunar.
  • 23h30 (27 de agosto): início da fase parcial visível, marcada pelo primeiro contato da Lua com a umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra.
  • 1h (28 de agosto): auge do eclipse, quando aproximadamente 93% do disco lunar estará encoberto pela sombra da Terra.
  • 2h52 (28 de agosto): fim da fase parcial.
  • 4h02 (28 de agosto): fim da fase penumbral e encerramento do fenômeno.

Conforme o professor, o fenômeno é classificado pelo Observatório Nacional (ON), instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), como um eclipse de caráter "quase total".

Este será o último eclipse lunar de grande magnitude visível no Brasil até 2029. Em comparação, os eventos previstos para 2027 serão inteiramente penumbrais, provocando um escurecimento quase imperceptível a olho nu. Já em 2028, os dois eclipses parciais esperados terão magnitudes muito inferiores, com menos de 3% e menos de 33% de cobertura, respectivamente. Um novo eclipse lunar total com observação favorável no Brasil ocorrerá somente em junho de 2029, ainda conforme o professor Hamilton.

Nenhum equipamento especial é necessário para acompanhar o eclipse. Diferentemente de um eclipse solar, o fenômeno lunar não oferece risco à visão, permitindo que seja observado diretamente a olho nu. como observar o céu noturno

Inácio Bicalho
Repórter de Interior e Agro
Do Norte de Minas, cobre o sertão mineiro, a seca, o pequeno produtor e as pautas que a capital ignora.
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