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Dia D de testagem para hepatites virais em Juiz de Fora: sábado (14)

ResumoA Secretaria de Saúde de Juiz de Fora realiza neste sábado (14) o Dia D de testagem gratuita para hepatites virais. A ação, aberta a toda a população, ocorre em unidades básicas de saúde e pontos estratégicos da cidade, com foco na detecção precoce das hepatites B e C.

A Secretaria de Saúde de Juiz de Fora promove neste sábado (14) o Dia D de testagem para hepatites virais. A ação, gratuita e aberta a toda a população, ocorre em unidades básicas de saúde e pontos estratégicos da cidade, com foco na detecção precoce das hepatites B e C.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 17 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Dia D de testagem para hepatites virais em Juiz de Fora: sábado (14)

A Secretaria de Saúde de Juiz de Fora realiza neste sábado (14) o Dia D de testagem para hepatites virais. A ação, gratuita e aberta a toda a população, ocorre das 8h às 17h em unidades básicas de saúde (UBS) e pontos de apoio distribuídos pela cidade. O foco é a detecção precoce das hepatites B e C, doenças que muitas vezes evoluem sem sintomas por anos.

O teste rápido é simples, sigiloso e tem resultado em até 30 minutos. Não é necessário jejum ou agendamento prévio. Basta comparecer a um dos pontos de testagem com documento de identidade. A campanha integra o esforço nacional de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, meta firmada pelo Ministério da Saúde.

Por que fazer o teste?

As hepatites virais B e C são infecções silenciosas. Estima-se que cerca de 1,5 milhão de brasileiros tenham hepatite B ou C sem saber, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A detecção precoce permite tratamento que reduz a progressão para cirrose e câncer de fígado.

A hepatite B tem cura em até 95% dos casos agudos, e a hepatite C tem taxa de cura superior a 95% com os novos antivirais de ação direta disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde). O teste rápido é a porta de entrada para esse tratamento.

Quem deve fazer o teste?

A recomendação da Secretaria de Saúde é que todas as pessoas com 18 anos ou mais façam o teste pelo menos uma vez na vida. Grupos prioritários incluem:

  • Pessoas com histórico de transfusão de sangue antes de 1993
  • Usuários de drogas injetáveis
  • Pessoas com múltiplos parceiros sexuais sem uso de preservativo
  • Profissionais de saúde
  • Pessoas com tatuagens ou piercings feitos em condições não seguras
  • Filhos de mães com hepatite B ou C

Não há contraindicação para o teste. Crianças e adolescentes podem fazer com autorização dos responsáveis.

Onde fazer o teste em Juiz de Fora?

A Secretaria de Saúde confirmou os seguintes pontos de testagem para este sábado:

  • UBS Centro (Rua Halfeld, 950) - 8h às 17h
  • UBS Benfica (Avenida Presidente Costa e Silva, 1500) - 8h às 17h
  • UBS Santa Luzia (Rua Maria José, 200) - 8h às 17h
  • UBS Francisco Bernardino (Rua Francisco Bernardino, 100) - 8h às 17h
  • Praça da Estação (Centro) - 8h às 12h (ponto volante)

A lista completa de unidades pode ser consultada no site da Prefeitura de Juiz de Fora postos de saúde Juiz de Fora.

Como funciona o teste rápido?

O teste rápido para hepatites B e C é feito com uma gota de sangue coletada da ponta do dedo. O resultado fica pronto em 15 a 30 minutos. Se o resultado for positivo, o paciente é imediatamente encaminhado para confirmação diagnóstica e início do tratamento na rede municipal.

O tratamento da hepatite C no SUS é feito com comprimidos por 8 a 12 semanas, com taxa de cura superior a 95% (Ministério da Saúde, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C, 2025). Para hepatite B, o tratamento é contínuo com antivirais orais.

Contexto epidemiológico em Minas Gerais

Minas Gerais registrou, em 2024, 1.234 casos confirmados de hepatite B e 876 casos de hepatite C, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Juiz de Fora concentra cerca de 8% desses casos, com 98 notificações de hepatite B e 70 de hepatite C no mesmo período.

A taxa de mortalidade por hepatites virais em Minas Gerais é de 2,1 por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 1,8 (Ministério da Saúde, Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, 2025). A detecção precoce é o principal fator para reduzir esse indicador.

O que esperar após o diagnóstico?

Receber um diagnóstico positivo para hepatite B ou C não é sentença. O SUS oferece tratamento gratuito em toda a rede. Para hepatite C, a cura é alcançada em mais de 95% dos casos. Para hepatite B, o tratamento controla a replicação viral e previne complicações hepáticas.

O acompanhamento é feito nos centros de referência em hepatites virais, que em Juiz de Fora funciona no Hospital Regional João Penido e no ambulatório do SUS. O paciente recebe orientação nutricional, suporte psicológico e monitoramento periódico da função hepática.

Perguntas Frequentes

O teste é sigiloso?

Sim. O resultado é entregue em envelope fechado e só é compartilhado com o paciente. Não há notificação nominal obrigatória, apenas estatística anônima.

Preciso levar algum documento?

Apenas documento de identidade com foto (RG, CNH ou passaporte). Não é necessário cartão do SUS, mas se tiver, leve.

O teste dói?

É uma picada rápida na ponta do dedo, semelhante a um teste de glicemia. O desconforto é mínimo e dura segundos.

Posso fazer o teste se estiver gripado ou tomando remédio?

Sim. Gripe, uso de medicamentos comuns ou alimentação não interferem no resultado do teste rápido.

E se eu já tiver tomado vacina contra hepatite B?

A vacina previne a infecção, mas não elimina a necessidade de testagem se você pertence a grupo de risco. O teste detecta infecção ativa, não anticorpos vacinais.

Qual a diferença entre hepatite B e C?

A hepatite B é transmitida principalmente por relação sexual desprotegida e compartilhamento de agulhas. A hepatite C é transmitida principalmente por contato com sangue contaminado. Ambas podem se tornar crônicas, mas a hepatite C tem maior chance de cronificação (cerca de 80% dos casos).

O tratamento é caro?

Não. Todo o tratamento para hepatites virais é oferecido gratuitamente pelo SUS, incluindo medicamentos, exames e consultas. O custo médio do tratamento da hepatite C no Brasil é de R$ 15 mil por paciente, mas é integralmente custeado pelo sistema público.

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