Brasil conquista 4 medalhas de ouro na Olimpíada Ibero-americana de Biologia
Os quatro estudantes que representaram o Brasil na 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia, no Instituto Butantan, conquistaram quatro medalhas de ouro, o melhor resultado da história do país na competição.
Os quatro estudantes que representaram o Brasil na 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia voltaram para casa com quatro medalhas de ouro. O resultado, anunciado na cerimônia de encerramento nesta sexta-feira (4), deu ao país o melhor desempenho de sua história na competição, sediada no Instituto Butantan.
Os medalhistas são Caio Heronville Machado, do Colégio Santo Antônio (MG); Caio Nascimento Gonçalves Marques, do Colégio Etapa (SP); Luca Oliveira Santos do Carmo, do Farias Brito Pré-Vestibular Aldeota (CE); e Theo Daltro Santos Camilo, também do Colégio Etapa.
A competição começou na segunda-feira (31) e reuniu 57 jovens de 16 países das Américas Central e do Sul, além de Espanha e Portugal. Foi a primeira vez que o Instituto Butantan recebeu o evento. "É um orgulho muito grande para o Instituto Butantan ter recebido a 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia. Pessoas vindas de vários países da América Latina, do Caribe e também da Península Ibérica. Estamos muito felizes com a presença de quatro brasileiros representando o país e também por acolher estudantes e professores que vieram de todos esses lugares", declarou o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.
Os jovens, com idades entre 16 e 18 anos, foram selecionados após uma capacitação promovida pelo Instituto Butantan em maio. Durante a semana de atividades, passaram por duas provas teóricas e três experimentais, que cobriram diferentes áreas da biologia. A programação ainda teve uma gincana científica, com os participantes divididos aleatoriamente em grupos para resolver desafios e concorrer a prêmios.
Para a delegação brasileira, a preparação durante a competição foi decisiva. "Ter uma prática voltada para a prova, como tivemos aqui no Instituto Butantan, e todo o arsenal científico à disposição para nos desenvolvermos foi o que permitiu à nossa delegação conquistar esses ouros", afirmou Caio Nascimento Gonçalves Marques.
O feito inédito reforça o que o interior também é Minas: talento que sai de escolas de diferentes estados, com apoio de instituições como o Instituto Butantan, e chega ao pódio internacional. Fica a expectativa de que a experiência inspire novos estudantes de biologia pelo país.