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Automobilismo e moda: F1 e Stock Car no jeito de vestir

ResumoAutomobilismo e moda convergem na tendência racing wear, impulsionada por Fórmula 1 e Stock Car. Jaquetas estilo piloto, macacões e peças de streetwear com grafismos de pista dominam o vestuário urbano brasileiro. A etapa de Curvelo e collabs com marcas nacionais reforçam a estética automotiva nas ruas, transformando o esporte em referência direta de estilo contemporâneo.

A estética das pistas ganha as ruas: Fórmula 1 e Stock Car influenciam jaquetas racing, macacões e streetwear. Entenda a tendência, que ganha força no Brasil com collabs e eventos como a etapa de Curvelo.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 07 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Automobilismo e moda: F1 e Stock Car no jeito de vestir

A estética das pistas invadiu o guarda-roupa urbano. Jaquetas racing, macacões, patches e logotipos de equipes, antes restritos ao universo das corridas, agora aparecem em coleções e peças do cotidiano, num movimento que aproxima automobilismo e moda. A tendência, que ganha força no Brasil, tem como pano de fundo a expansão do interesse pela Fórmula 1 e pela Stock Car, que neste fim de semana tem etapa em Curvelo (MG).

A aproximação entre os dois universos não é casual, segundo Gabriela Ordones Penna, professora do curso de Design de Moda da Una. Para ela, ambos compartilham a busca por excelência, inovação e performance, além de construir uma imagem de prestígio e desejo. "Existe uma combinação muito poderosa entre esses universos, que é o luxo, a exclusividade, a tecnologia, a velocidade e um universo de excelência no fazer", afirma. A especialista cita a associação da Louis Vuitton com a Fórmula 1 como exemplo de estratégia que reafirma a marca no universo do vestir e dos acessórios de alto luxo.

Essas parcerias levam para a moda a ideia de excelência do automobilismo, enquanto o esporte encontra nas roupas uma porta de entrada para novos públicos, especialmente mulheres. "Muitas mulheres vêm se destacando profissionalmente no esporte, assim como consumidoras que originalmente não tinham relação nenhuma com o automobilismo, começam a se interessar por esse universo, numa dimensão mais ligada ao lifestyle", explica Gabriela.

Os pilotos também alimentam essa relação. O inglês Lewis Hamilton, da Fórmula 1, tornou-se ícone de moda, com produções que inspiram homens e mulheres. Suas aparições no Met Gala, evento beneficente anual em Nova York, são sempre aguardadas e comentadas.

A influência chega às peças do dia a dia. A jaqueta racing ganha versões streetwear, e o mesmo ocorre com macacões, botas tratoradas, luvas, zíperes aparentes, patches e logotipos. Cores de equipes são incorporadas às roupas, criando identificação visual sem reproduzir uniformes. "Às vezes essa referência pode ser sutil, ou pode aparecer de maneira mais funcional, de materiais mais tecnológicos, recortes, ideia de velocidade", diz Gabriela.

No Brasil, a collab entre a marca de streetwear Approve e a Texaco exemplifica o movimento. A parceria nasceu de convite da Texaco e envolveu pesquisa sobre a história da marca, com campanhas antigas, identidade visual dos postos e materiais dos anos 1960 a 1990. A coleção combina referências históricas com leitura contemporânea, usando uniformes de equipes, jaquetas racing, patches e grafismos de corrida. "Buscamos capturar a atitude do automobilismo: performance, movimento, competição e paixão por carros", afirma Carolina Marques, gerente de comunicação e marcas da Texaco.

Para os próximos meses, a tendência deve se consolidar à medida que o automobilismo amplia audiência e a moda segue como ponte para novos consumidores. O desdobramento natural é a presença cada vez maior de elementos de pista em coleções de streetwear no país.

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