Alckmin: Quem ganha com o livre comércio é a população
O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a defender o livre comércio nesta terça-feira (25), durante o ABDIB Fórum Eleições 2026, em São Paulo. "O mundo vive um momento difícil, duas guerras ao mesmo tempo. Nós continuamos defendendo o livre comércio, abrir mercado. Quem ganha é a população, é a sociedade", disse. A declaração vem em meio a um cenário internacional tenso, com conflitos simultâneos que afetam cadeias globais de suprimento.
Para Alckmin, a ampliação do comércio exterior não é só pauta de empresário. Ela chega à mesa de quem compra, vende ou produz. Ele citou o acordo com a União Europeia e iniciativas de aproximação comercial com outros países como caminhos para inserir o Brasil na economia mundial. O País, que tem 203.080.756 habitantes segundo o IBGE, sentiria os efeitos em preços e oportunidades.
O candidato também destacou o desempenho brasileiro nas exportações e afirmou que é possível conciliar produção agrícola com preservação ambiental. Defendeu, ainda, que o Brasil agregue valor à exploração de minerais estratégicos, em vez de exportar só matéria-prima. Em mineração, a conta é simples: vender o produto bruto rende menos do que vender o beneficiado. O mesmo raciocínio vale para a agricultura.
Ao encerrar, Alckmin afirmou: "O governo passa. O governo é o braço político do Estado, o que fica é a nação". A fala reforça a ideia de que políticas de comércio exterior precisam sobreviver a mandatos. Para quem vive da terra ou do comércio no interior, a abertura de mercados pode significar novos compradores para a safra e mais concorrência nos preços. impacto do comércio exterior no agronegócio
A pergunta que fica é se o discurso vira prática. Enquanto isso, o produtor acompanha os acordos assinados em Brasília e espera que eles cheguem ao porto, à cooperativa e ao preço pago na porteira. A seca não é notícia só quando vira tragédia; o comércio exterior também não deveria ser assunto só quando há crise.